Com mais força no Congresso, PL mira R$ 2 bilhões em fundos públicos
O crescimento da bancada do PL na Câmara dos Deputados e no Senado deve ampliar os recursos públicos destinados ao partido do senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro nos próximos anos eleitorais.Segundo informações da coluna de Malu Gaspar, do jornal O Globo, aliados do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, estimam que a legenda poderá receber cerca de R$ 2 bilhões em anos eleitorais, somados o Fundo Partidário Fundo Eleitoral.O valor exato ainda depende dos cálculos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e da definição do orçamento federal.
Neste ano, o PL recebeu R$ 881,6 milhões do fundo eleitoral e tem previsão de receber R$ 192,2 milhões do Fundo Partidário até dezembro.
Juntos, os valores chegam a R$ 1,07 bilhão.
Crescimento da bancada do PL na Câmara e no SenadoEm 2022, o PL elegeu 97 deputados federais e oito senadores.
Em 2026, a bancada cresceu para 121 deputados e 19 senadores.
O aumento do número de parlamentares eleitos tende a ampliar a participação da legenda nos recursos públicos, já que o tamanho das bancadas e a votação dos partidos são critérios considerados na distribuição dos fundos.Como fica o PT de Lula? O PT, partido do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva, também ampliou a bancada na Câmara, mas em proporção menor.
A sigla passou de 68 deputados federais eleitos em 2022 para 70 em 2026.
No Senado, elegeu seis parlamentares.O partido integra a Federação Brasil da Esperança, ao lado de PCdoB e PV.
Juntas, as três legendas elegeram 88 deputados em 2026, ante 82 na eleição anterior.
O desempenho da federação também influencia o cálculo dos recursos, conforme os critérios previstos na legislação eleitoral.Para que servem os fundos públicos dos partidosO Fundo Partidário financia despesas de funcionamento das legendas, como aluguel, contas de água e luz, atividades de formação política e manutenção de fundações partidárias.Já o Fundo Especial de Financiamento de Campanha é destinado ao custeio das campanhas eleitorais.
Distribuído nos anos de eleição, o dinheiro pode pagar despesas como produção de material de campanha, contratação de serviços e outras atividades permitidas pela legislação.A divisão dos recursos segue critérios definidos em lei, que incluem o tamanho das bancadas no Congresso e a votação obtida pelos partidos.
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