Alckmin rebate tesouraço de Flávio Bolsonaro e ataca supersalários
Em declarações recentes, o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, saiu em defesa da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata da flexibilização e redução da jornada de trabalho.
Alckmin assegurou que a pauta sempre esteve no centro do projeto do governo Lula e fez duras críticas ao posicionamento da oposição, alertando a população sobre possíveis articulações para alterar o texto no futuro.Comportamento da oposiçãoDe acordo com o vice-presidente, a mudança no regime de trabalho busca garantir dignidade e equilíbrio de vida à classe trabalhadora.
A intenção do governo é assegurar que trabalhadores e trabalhadoras tenham ao menos dois dias semanais para se dedicarem à família, aos estudos, à saúde, aos cuidados da casa e a atividades sociais e culturais.
Ao comentar o posicionamento de parlamentares adversários na votação da matéria, Alckmin apontou um recuo estratégico motivado pelo cenário político-eleitoral."Pedimos atenção em relação ao comportamento da oposição.
Eles votaram por medo eleitoral e têm a ideia de mudar em seguida.
O governo quer fazer justiça e permitir ao trabalhador e à trabalhadora que possam ter dois dias para cuidar da saúde, da família, da casa, estudar e ter outras atividades.
Defesa aos aposentados Ao tratar do debate sobre o equilíbrio das contas públicas, o vice-presidente abordou diretamente as propostas de corte de gastos defendidas pelo senador Flávio Bolsonaro — batizadas de "tesouraço".
Alckmin frisou que apoia o ajuste fiscal, mas ponderou que a austeridade não pode ser construída às custas da população mais vulnerável.O ministro lembrou que cerca de 70% dos aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) recebem exatamente um salário mínimo.
Retirar recursos dessa parcela da população, segundo ele, é uma medida socialmente desumana.Alckmin ressaltou a vulnerabilidade do público idoso diante dos custos de vida."Às vezes não tem casa própria, tem problema de doença, pessoa idosa e você quer tirar dele R$ 40? Nós vamos fazer ajuste fiscal em cima dos supersalários, dos privilégios de R$ 300 mil, de R$ 400 mil e de desperdício.Experiência administrativaAo defender a condução econômica da atual gestão, o vice-presidente destacou a experiência política e administrativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Alckmin criticou a nomeação de quadros inexperientes para cargos estratégicos da administração pública, classificando a prática como um erro de alto custo para a nação."O resultado é desastroso.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.