Morador instala ar-condicionado na parede da divisa e vizinha percebe que a água do dreno pinga durante horas sobre o corredor de sua casa
O condensado produzido durante horas de funcionamento precisa ser conduzido para um ponto adequado dentro do próprio imóvel
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Instalar um split junto à divisa parece simples até que a primeira tarde quente revele um detalhe esquecido: a água retirada do ar precisa sair por algum lugar. O dreno do ar-condicionado pode liberar continuamente a água condensada durante horas de funcionamento , e um gotejamento aparentemente pequeno pode molhar pisos, paredes e áreas de circulação quando termina dentro do imóvel vizinho.
O aparelho resfria o ar interno fazendo-o passar por uma serpentina fria. Quando a temperatura dessa superfície fica abaixo do ponto de orvalho, parte do vapor presente no ambiente se transforma em água líquida, assim como ocorre na superfície externa de um copo muito gelado.
Essa água escorre para uma bandeja e segue pela tubulação de drenagem. Portanto, o dreno não representa necessariamente defeito: ele faz parte do funcionamento normal. Quanto maiores a umidade do ambiente, o tempo de operação e a carga térmica, maior pode ser a quantidade de condensado formada.
Observar apenas o intervalo entre uma gota e outra pode esconder o volume acumulado. Se um aparelho produzisse, por exemplo, 1 litro de condensado por hora durante oito horas, seriam aproximadamente 8 litros despejados sempre no mesmo ponto ao longo do dia.
A quantidade real varia bastante conforme aparelho, temperatura, umidade e utilização. O problema, portanto, não deve ser avaliado por uma estimativa única, mas pelo destino da água e pela frequência com que determinada superfície permanece molhada.
Este vídeo mostra como deve ser prevista a instalação do dreno de um ar-condicionado split.
O principal problema não é a existência da condensação, mas transferir para outra propriedade a consequência normal do funcionamento do equipamento. Uma mangueira posicionada sobre a divisa pode jogar diariamente água em corredor, calçada interna ou parede que pertencem ao vizinho.
Com o uso contínuo, podem surgir limo, manchas, deterioração de pintura e desconforto na circulação. Mesmo quando não existe dano estrutural, manter uma área constantemente molhada pode ultrapassar aquilo que seria considerado uma interferência cotidiana inevitável entre propriedades próximas.
O Código Civil brasileiro estabelece no artigo 1.300 que o proprietário deve construir de maneira que seu prédio não despeje águas diretamente sobre o prédio vizinho. O artigo 1.277 também trata de interferências prejudiciais decorrentes do uso da propriedade.
A aplicação ao caso concreto depende das condições da instalação, dos limites dos terrenos e também das normas municipais. Ainda assim, uma saída de dreno pode normalmente ser redirecionada para dentro do próprio imóvel, para ponto de coleta, tubulação apropriada ou solução de reaproveitamento.
Não existe um volume universal por hora. Um equipamento trabalhando em ambiente seco pode gerar pouca água, enquanto outro operando continuamente em clima úmido pode produzir quantidade consideravelmente maior.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.