Ministério Público de SP denuncia cinco sob acusação de esquema de venda de sangue de gatos
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O Ministério Público de São Paulo apresentou denúncia contra cinco pessoas por suposto esquema de venda clandestina de sangue de gatos , no município de Monte Alto, região de Ribeirão Preto, interior do estado.
Em representação feita no último dia 2, o órgão imputa aos cinco a prática de associação criminosa e maus-tratos a animais . A denúncia aguarda análise judicial, que poderá resultar em uma ação penal contra os envolvidos. Não há prazo para isso ocorrer.
Entre os denunciados estão a médica veterinária Thaís Daniele Antonussi, 34. Nas redes sociais, ela se apresenta como coordenadora de um curso hematologia e hemoterapia veterinária e também como atriz com trabalhos em telenovelas e teatro. Em postagens, divulga seus cursos e projetos sociais voltados a animais em vulnerabilidade.
O Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo afirmou, em nota, que realizou ações de fiscalização nos estabelecimentos relacionados ao caso, constatou irregularidades e adotou as medidas administrativas cabíveis.
Além da veterinária, o Ministério Público denunciou Renato Franco, Celso Truguilo Alves, Everton Leite Silva e José Luiz de Lima. A função de cada um no esquema e suas profissões não foram informados. A reportagem não conseguiu identificar as defesas.
A Polícia Civil disse ter identificado e indiciado uma associação criminosa que atuava em Monte Alto, São José do Rio Preto, Mirassol, Catanduva e região. Segundo a investigação, o grupo captava animais, realizava a coleta supostamente clandestina de sangue e comercializava o material de forma irregular.
"Os envolvidos exerciam diferentes funções, como financiamento, coordenação, captação de animais e realização das coletas. A investigação reuniu laudos periciais, análises de celulares, documentos financeiros, depoimentos e outros elementos", afirmou a corporação.
Em 4 de outubro do ano passado, três pessoas paramentadas com luvas e trajes veterinários foram presas em flagrante na residência onde funcionava o esquema supostamente ilegal. A polícia encontrou, no local, seis gatos desacordados, que estavam anestesiados com uma forte dose de medicamento .
Uma das pessoas presas nesse dia disse à polícia que era estudante de medicina veterinária e outros dois afirmaram serem auxiliares. Eles declararam ter recebido pelos procedimentos R$ 300 (estudante) e R$ 100 (auxiliares). Após serem levados para delegacia, foram liberados.
Segundo a investigação, o material coletado em Monte Alto seria utilizado para transfusões em uma clínica de São José do Rio Preto, que afirmou, na época, desconhecer o esquema clandestino.
A doação de sangue é essencial para salvar vidas em procedimentos veterinários de urgência e emergência, mas a venda do material configura crime.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.