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Mulher é morta com golpes de botijão de gás pelo marido em MG

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Mulher é morta com golpes de botijão de gás pelo marido em MG

Uma mulher de 36 anos foi morta com golpes de botijão dentro de casa em Coronel Fabriciano (MG), na noite de ontem. O marido dela, de 37 anos, confessou o crime e foi preso.

A filha do casal, de 14 anos, relatou que estava na rua conversando com os vizinhos no momento em que a mãe teria sido agredida. Segundo ela, por volta das 18h30, no bairro Amaro Lanari, o pai saiu de moto. Ela teria perguntado se poderia acompanhá-lo, mas o homem fugiu acelerando.

Às 19h, a adolescente contou ter voltado para casa. Ainda conforme o relato, ela percebeu que as portas da casa estavam trancada, momento em que se desesperou e pediu ajuda para moradores do local para arrombá-las.

A mãe foi encontrada coberta de sangue e com o rosto desfigurado no cômodo. Ela conta ter conseguido acionar as autoridades por volta das 21h devido a falta de energia elétrica e sinal de operadoras no bairro após um forte temporal. Quando o socorro chegou, a mulher estava morta.

A jovem disse que o pai é dependente químico e que o casamento era marcado por brigas. Aos militares, ela falou que o genitor tinha ciúmes excessivo e fazia ameaças constantes contra a mãe, mas que nunca havia presenciado violência física.

O agressor foi encontrado na BR-381 e confessou o crime, segundo a PM. Ele alegou que desconfiava de uma traição e pediu para ver o celular da esposa, que negou. Em seguida, disse ter usado o botijão de gás para golpeá-la, mas não soube precisar a quantidade de golpes. Além disso, argumentou que foi "dominado pela raiva" e que não estava sob efeito de substâncias químicas.

A motocicleta dele e o botijão foram apreendidos. O UOL entrou em contato com a Polícia Civil para comentar o caso, mas ainda não teve retorno.

Denúncias podem ser feitas pelo telefone 180 , da Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas por dia, inclusive no exterior. A ligação é gratuita.

O serviço recebe denúncias, oferece orientação especializada e encaminha vítimas para serviços de proteção e atendimento psicológico.

As denúncias também podem ser feitas pelo Disque 100 , canal voltado a violações de direitos humanos.

Há ainda o aplicativo Direitos Humanos Brasil e a página da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH) .

Caso esteja em situação de risco, a vítima pode solicitar medidas protetivas de urgência , previstas na Lei Maria da Penha.

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