TRX nega acusações do Ministério Público sobre gestão fraudulenta; entenda o caso
A TRX e seus sócios fundadores, Luiz Augusto Faria do Amaral e José Alves Neto, negaram as acusações apresentadas pelo Ministério Público Federal (MPF), que denunciou os executivos por suposta gestão fraudulenta de um fundo de participações ligado à gestora.
Em nota, a empresa afirmou que as operações questionadas ocorreram há mais de dez anos, antes da criação do TRXF11 , e foram conduzidas de forma transparente e de acordo com a legislação vigente à época.
A TRX também destacou que os fatos ainda são objeto de apuração pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e que a denúncia apresentada pelo MPF ainda não teve seu mérito analisado pela Justiça.
A acusação envolve o FIP TRX Desenvolvimento Imobiliário I , fundo que investia em sociedades de propósito específico (SPEs) responsáveis pelo desenvolvimento de galpões construídos sob medida.
O veículo possuía cerca de 230 cotistas, entre investidores diretos e indiretos.
Segundo o MPF, entre 2014 e 2019, os executivos teriam direcionado recursos do fundo para empresas relacionadas à estrutura da TRX, entre elas a Pacificus 47 e a Logbrás.
A procuradoria sustenta que determinadas operações teriam beneficiado empresas ligadas à gestora em detrimento dos interesses dos cotistas.
Leia Mais: Cyrela perde FII TRXF11 como comprador, mas analistas mostram otimismo com ativos Venda de ativo da Renault é um dos principais pontos da denúncia Uma das operações citadas ocorreu em 2015, quando o fundo vendeu por R$ 23 milhões uma participação na Saint Michel, empresa que detinha um galpão alugado à Renault por 30 anos.
De acordo com o MPF, o ativo teria valor econômico estimado em aproximadamente R$ 36,6 milhões, com base em documentos contábeis e em um laudo contratado pela própria TRX.
Após a venda, os R$ 23 milhões teriam sido utilizados para comprar e capitalizar a Pacificus 47, então uma empresa pré-operacional.
Para o MPF, a operação teria retirado do fundo uma participação considerada madura e transferido os recursos para uma companhia ligada ao grupo da gestora.
A denúncia aponta ainda que a operação teria sido realizada sem laudo prévio e sem autorização específica dos cotistas.
Na avaliação da procuradoria, esse conjunto de fatores teria contribuído para um prejuízo aos investidores do FIP.
Outro episódio citado ocorreu em 2017, quando o centro de distribuição da Renault teria sido vendido por R$ 198 milhões.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.