Os exames para prevenir e detectar o câncer de intestino, tumor cada vez mais comum em adultos jovens
O relato do ator Lúcio Mauro Filho sobre o diagnóstico de câncer de intestino durante uma entrevista reforçou uma característica já conhecida desse tumor: a capacidade de se desenvolver de forma silenciosa, ou seja, sem sintomas em suas fases iniciais.
Daí vem a importância da realização de exames para a detecção precoce e possibilidade maior de sucesso no tratamento.
No caso de Mauro Filho, a confirmação veio durante a realização de exames após um tratamento de complicações da covid-19.
Os médicos costumam direcionar um paciente para a investigação quando há suspeita da doença ou histórico do tumor na família .
Um dos primeiros exames solicitados é o teste de imunoquímica fecal, mais conhecido como pesquisa de sangue oculto nas fezes .
Ele costuma apontar os pacientes que devem ou não receber a indicação para fazer a colonoscopia.
Outro exame é o DNA das fezes, que avalia mutações em células de regiões suspeitas.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), a colonoscopia é considerada o padrão-ouro para investigação das lesões.
Além da observação do cólon e do reto, é possível fazer a coleta de tecidos para biópsia.
Continua após a publicidade O rastreamento de rotina com a colonoscopia é indicado a partir dos 50 anos e, em casos de baixo risco, deve ser repetido a cada cinco anos.
Com o diagnóstico do tumor, o oncologista pode pedir exames complementares, como ressonância magnética e tomografia PET Scan .
Diagnóstico precoce Como em outros tipos de câncer, o diagnóstico precoce é o principal objetivo.
No Sistema Único de Saúde (SUS), acabou de ser incorporado um teste de alta tecnologia para detecção das lesões antes do aparecimento dos sintomas sem a necessidade de exames invasivos.
Continua após a publicidade O FIT , sigla em inglês para Teste Imunoquímico Fecal, é um exame não invasivo capaz de identificar a doença antes do aparecimento dos sintomas.
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