Caiado pede derrubada de sigilo de casos Master e INSS
O candidato à presidência Ronaldo Caiado (PSD) pediu nesta terça-feira (25) que o STF (Supremo Tribunal Federal) evite “surpresas” nas eleições e abra as investigações que estão em curso.
Em sabatina realizada pelo Jornal Nacional , o ex-governador de Goiás citou os casos envolvendo os desvios no INSS, as fraudes do Banco Master e a operação Carbono Oculto, que apurou um esquema de lavagem de dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital) no setor de combustíveis.
Leia mais Caiado quer novo limite de gastos e revisão na reforma tributária Há espaço para impeachment de ministros do STF, diz Roscoe à CNN Moraes autoriza Flávio e Carlos Bolsonaro a visitar Filipe Martins De acordo com Caiado, é preciso garantir que essas investigações sejam transparentes.
O ex-governador tem usado o caso Master para atingir o seu principal adversário no campo político da direita, o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Ele explora a ligação do rival com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, a quem o senador chamou de “mermão’ e pediu recursos para gravar o filme Dark Horse.
O candidato do PSD afirma que Flávio apresenta uma “surpresinha” diferente por dia.
Já a investigação envolvendo o INSS é um dos argumentos usados por Caiado para atacar Lula, especialmente pelo suposto envolvimento de seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
Um dos pontos investigados é a relação de Lulinha com a lobista Roberta Luchsinger.
Os dois são suspeitos de atuar para facilitar o fechamento de contratos entre empresas de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, com órgãos do governo federal.
Há um ano, a PF identificou um esquema de descontos associativos indevidos na folha de pagamentos de aposentados e pensionistas.
A CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS foi instalada e gerou desgaste para o governo Lula.
Uma das linhas de atuação foi focar em Lulinha.
Durante os trabalhos da comissão, o relator, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), pediu o indiciamento do filho do presidente em seu relatório final, mas a comissão terminou as atividades sem aprovar um parecer final.
Antes, a CPMI também aprovou a quebra de sigilo de Lulinha, mas teve o acesso aos dados barrado por decisão de Dino.
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