Cafu e Roberto Carlos defendem presidente da Fifa em meio a polêmica
Pentacampeões com a seleção brasileira, Cafu e Roberto Carlos saíram em defesa de Gianni Infantino, presidente da Fifa, que vem sendo muito pressionado após a tentativa de implementar o Fifa Forward Enterprise (FFE) , uma proposta de subsidiária criada para gerenciar e explorar os direitos comerciais das principais cmpetição da entidade máxima do futebol e que poderia ter porcentagem adquirida por investidores externos.
Em publicação nas redes sociais, Cafu disse que o trabalho de Infantino na Fifa tem promovido a representatividade e dado voz aos jogadores no futebol. Segundo o capitão do penta, tal fator "não existia antes".
Ao longo dos últimos 10 anos, temos acompanhado o trabalho realizado pela Fifa e pelo presidente Infantino para promover a representatividade dos jogadores no futebol -- algo que antes não existia. Jogadores e ex-jogadores ganharam voz e espaço na modalidade ao participarem de comitês, projetos e grupos de trabalho. Nossas opiniões são ouvidas, e muitas iniciativas em prol do esporte são moldadas com base em nossas reflexões, ideias, planos e participação. Cafu, em publicação no Instagram
O ex-lateral direito também afirmou que continuará à disposição para apoiar a "grande revolução" que o futebol tem vivido: "Sabemos como o futebol pode transformar vidas, melhorar sociedades e ampliar oportunidades para pessoas em todo o mundo, e estamos comprometidos em continuar levando essa esperança a elas. Continuaremos à disposição para apoiar a grande evolução que o nosso esporte vivenciou na última década, garantindo que ele continue alcançando e beneficiando pessoas em todos os países onde o futebol é praticado ao redor do globo".
Roberto Carlos republicou o post de Cafu e concordou com sua opinião: "100% de acordo, Capitão", escreveu o ex-lateral esquerdo.
A Fifa Forward Enterprise (FFE) previa concentrar direitos comerciais e a operação de eventos — entre eles, a Copa do Mundo — na empresa controlada pela própria Fifa. A ideia era reunir mais receitas como patrocínios, direitos de transmissão e licenciamento, mantendo a organização de competições sob responsabilidade da entidade máxima do futebol, de acordo com nota divulgada nesta semana.
A subsidiária seria avaliada em 20 bilhões de dólares (R$ 102 bilhões). A empresa teria até 20% de sua participação acionária vendida a terceiros, por um valor estimado de 4,2 bilhões de dólares (R$ 21,6 bilhões).
Após a má repercussão da tentativa, Infantino desistiu da ideia após a divisão interna na Fifa . Ainda assim, as confederações seguiram sem apoiá-lo e passaram a estudar um impeachment do mandatári o da entidade máxima do futebol.
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