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Por que sempre olhamos o nosso reflexo no espelho? A psicologia explica

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Por que sempre olhamos o nosso reflexo no espelho? A psicologia explica

Um ato simples, corriqueiro e que quase todo mundo faz: ao passar pela porta espelhada do elevador, pela vitrine da padaria ou pela tela escura do celular, por uma fração de segundo, os olhos desviam para o próprio reflexo.

O gesto é tão automático que costuma passar despercebido, e sequer tem relação direta com vaidade.

A psicologia descreve a espiadinha no espelho como uma checagem ao mesmo tempo prática, emocional e social, e há décadas de pesquisa tentando entender o que acontece nesse intervalo de um ou dois segundos.

Uma checagem prática que quase não exige atenção O motivo mais simples é também o mais concreto: o espelho é a única maneira de ver o próprio rosto como os outros o veem.

“Não podemos ver diretamente o nosso próprio rosto”, escreve, em tradução livre, a pesquisadora Antonella Tramacere, do Departamento de Filosofia e Estudos de Comunicação da Universidade de Bolonha e do Instituto Max Planck de Ciência da História Humana, em artigo publicado em 2022 na revista Frontiers in Psychology.

Sem um reflexo, não há como saber se o cabelo está no lugar, se a camisa amassou ou se sobrou algo entre os dentes.

A espiada funciona, nesse nível, como manutenção de rotina, feita quase sem esforço consciente.

Também nesse artigo, a pesquisadora defende que olhar o próprio reflexo se parece com olhar outra pessoa, porque o cérebro recorre a mecanismos semelhantes para perceber o rosto alheio e o próprio.

Essa proximidade ajuda a explicar por que o reflexo não é lido como um dado neutro.

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Em 1972, os pesquisadores norte-americanos Shelley Duval e Robert Wicklund formularam a teoria da autoconsciência objetiva, segundo a qual o foco de atenção pode se voltar para o ambiente ou para o próprio indivíduo.

Nos experimentos, o espelho era um dos recursos mais usados para provocar essa virada de atenção.

Quando isso acontece, a pessoa tende a se comparar com um padrão interno do que deveria ser.

Se a distância entre o real e o ideal parece pequena, a experiência é agradável.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.

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