Do pasto ao prato: como Angus transformou pecuária brasileira
Há 120 anos, a chegada de uma nova raça bovina abriu mercados no Brasil.
Um touro chamado Menelik, um animal Aberdeen Angus, foi o primeiro a ser registrado no Brasil, com a sua chegada a Bagé, no Sul do Rio Grande do Sul, e desde então tem transformado a pecuária nacional.De origem escocesa, o angus virou sinônimo de carne de qualidade no Brasil.
Para se posicionar como principal linhagem taurina do país, a raça passou por processos de melhoramento genético e seleção criteriosa de animais.As técnicas permitiram desenvolver exemplares mais resistentes ao clima tropical, com ganhos em resistência a carrapatos e em eficiência na produção de carne.
Para a Associação Brasileira de Angus, uma série de evoluções foram responsáveis por manter esse título.Alta produtividade e qualidadeAtualmente, a raça é caracterizada por ter alta produtividade, qualidade em carcaça e rentabilidade dos sistemas de produção de carne bovina.Para o diretor-executivo da Associação, Mateus Pivato, entre esses destaques estão o sucesso do Programa Carne Angus Certificada como o principal programa de certificação do país e citou como o uso de tecnologia tem tornado o Brasil capaz de suprir a demanda mundial por carne de qualidade.“Hoje contamos com animais cada vez mais adaptados aos diversos sistemas de produção e ambientes, o que amplia o alcance da raça e abre novas oportunidades para os produtores”, explicou ele.
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O desempenho é superior ao avanço registrado pelo mercado brasileiro de sêmen destinado à pecuária de corte, que foi de 16,87%, segundo dados da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA).O desempenho acompanha o momento positivo observado nos últimos anos para a genética Angus e demonstra que a demanda segue crescendo acima da média do setor.Crescimento regionalNo primeiro semestre de 2026, o Centro-Oeste permaneceu como o principal mercado consumidor da genética Angus, concentrando 48,49% das doses comercializadas no semestre e registrando crescimento de 16,55%.
Na sequência aparecem Norte (18,96%), Sul (18,20%), Sudeste (8,64%) e Nordeste (5,70%).O maior avanço proporcional ocorreu no Nordeste, onde a comercialização cresceu 83,33% sobre o primeiro semestre de 2025.
O Sudeste também apresentou desempenho acima da média nacional (+27,62%), enquanto Norte (+16,87%), Centro-Oeste (+16,55%) e Sul (+14,38%) mantiveram evolução consistente.
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