Viagens de 12 horas por consulta, falta de remédio e esgoto em casa: os desafios da saúde para o próximo governador de MG
Falta de estrutura afeta moradores de Minas Viajar por mais de 12 horas, entre ida e volta, para uma única consulta médica.
Ficar meses sem um remédio de alto custo que deveria ser fornecido pelo estado.
Conviver com o esgoto correndo sob o quarto dos filhos e o risco de doenças.
Essas são realidades que expõem as profundas desigualdades e os desafios na área da saúde em Minas Gerais.
Em um estado com dimensões continentais, o acesso a serviços de média e alta complexidade, a medicamentos e ao saneamento básico ainda não é universal, o que sobrecarrega a capital e deixa milhares de mineiros em situação de vulnerabilidade.
Busca por atendimento Em Belo Horizonte, a região hospitalar se tornou um "ponto de encontro" de ambulâncias de municípios de diversas regiões do estado, que transportam pacientes em busca de tratamento.
O aposentado Carlos Roberto da Mata mora em Ipanema, no Leste de Minas, e há 12 anos viaja para a capital mineira para tratar sequelas de um câncer.
São 360 quilômetros de distância.
"É cansativo.
Saio de lá meia-noite e chego aqui 6h30 da manhã", contou.
A vendedora Fátima Magalhães acompanha o marido.
A cada viagem, a van da prefeitura só retorna a Ipanema após o atendimento médico de todos os ocupantes do veículo.
"A gente chega às vezes de madrugada em casa, porque outros pacientes precisam ser atendidos mais tarde. [...] É muito longe, tem que deixar tudo para acompanhar", disse.
Carlos Roberto da Mata e a esposa, Fátima Magalhães TV Globo/ Reprodução O estado é responsável por serviços de média e alta complexidade, como cirurgias, transplantes e tratamentos oncológicos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Minas Gerais.