Nobel da Paz premia Navanethem Pillay
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Ao todo, 287 candidatos haviam sido indicados à láurea neste ano, dentre os quais 208 eram indivíduos, e 79, organizações. O número é menor do que o do ano passado, quando houve 338 indicações, e do que o de 2016, quando houve um recorde de 376 nomes.
Mais curiosidades sobre a lista de indicados, no entanto, só poderão ser sanadas daqui a 50 anos. Os candidatos e aqueles que os indicaram —que envolvem, entre outros, líderes de países e quem eventualmente já foi laureado— ficam em sigilo por cinco décadas.
No ano passado, a vencedora foi a líder opositora venezuelana María Corina Machado , que posteriormente entregou sua medalha ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump . Na época, ela disse que o republicano merecia o premio pela captura do ditador deposto Nicolás Maduro em uma operação militar em Caracas.
O episódio deixou o comitê norueguês numa posição delicada, depois de a campanha aberta de Trump pelo prêmio ter submetido a instituição a uma pressão sem precedentes —ainda que María Corina tenha dado a medalha para Trump, a honra continua sendo dela, uma vez que o prêmio não pode ser transferido, compartilhado ou revogado.
O Nobel foi concedido pela primeira vez em 1901. Inicialmente, eram cinco categorias: paz, literatura , química , física e medicina . Uma sexta —economia— foi adicionada décadas mais tarde, em 1969.
Até a metade do século 20, os laureados na principal categoria eram "políticos ativos que procuravam promover a paz internacional, a estabilidade e a justiça por meio da diplomacia e de acordos internacionais".
Desde o fim da Segunda Guerra, porém, o prêmio passou a reconhecer esforços nas áreas de desarmamento, democracia e direitos humanos. Na virada para o século 21, o foco foi ampliado para incluir iniciativas que tentem conter a crise climática causada pelo homem.
Há alguns anos, o Nobel da Paz vem recebendo críticas devido às suas escolhas. Em 2017, a ativista pró-democracia Aung San Suu Kyi, laureada em 1991, foi criticada por seu silêncio em relação à crise humanitária envolvendo os muçulmanos da etnia rohingya em Mianmar, que viraram alvos do Exército do país e foram obrigados a fugir —cerca de 1 milhão deles vive em Cox's Bazar, em Bangladesh, o maior campo de refugiados do mundo.
Em 2019, o laureado foi o primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed , contemplado por ter encerrado a guerra com a Eritreia —um ano depois, porém, ele liderou outro confronto no norte do país.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.