'Luta contra Trump foi vencida': Dinamarca expressa otimismo cauteloso após acordo com EUA sobre Groenlândia
Por isso, o otimismo expressado tanto por líderes internos da Groenlândia quando pelo governo central da Dinamarca vem acompanhado de cautela.
"Espera-se que um período de incerteza dê lugar a um acordo vinculativo que fortaleça a segurança no Ártico e no Atlântico Norte — e, consequentemente, a nossa segurança compartilhada no âmbito da Otan e da Europa —, respeitando ao mesmo tempo as 'linhas vermelhas' do Reino", disse o ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Løkke Rasmussen, no Instagram, na manhã deste sábado.
👉 A Dinamarca e os EUA já possuem um acordo de segurança de longa data que permite aos americanos manter forças na Groenlândia, e não ficou imediatamente claro em que medida este novo acordo difere do anterior.
No entanto, ainda são necessárias medidas parlamentares por parte dos governos da Dinamarca e da Groenlândia antes que o acordo possa de fato entrar em vigor.
O líder do governo da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, manifestou satisfação com o acordo, afirmando que ele "beneficia não apenas a nossa segurança coletiva, mas também o desenvolvimento contínuo aqui no país".
O ministro das Relações Exteriores da Groenlândia, Múte B. Egede, disse estar satisfeito pelo fato de "agora termos um acordo ao nosso alcance".
"Levou algum tempo", disse ele à emissora dinamarquesa TV2. "Estou satisfeito por finalmente termos um resultado concreto ao nosso alcance. E já era hora."
Trump afirmou que, com o acordo, os EUA iniciariam "imediatamente" o processo de desenvolvimento de uma presença militar maior no território dinamarquês, que é rico em minerais. Os EUA mantiveram, por muito tempo, várias bases e instalações em território ártico durante a Guerra Fria, antes de reduzirem sua presença.
O país ainda opera a remota Base Espacial de Pituffik, no noroeste da Groenlândia, construída após a assinatura do Tratado de Defesa da Groenlândia entre os EUA e a Dinamarca, em 1951. A base dá suporte a operações de alerta e defesa contra mísseis, bem como de vigilância espacial, para os EUA e a Otan.
Um funcionário do Departamento de Estado dos EUA afirmou que o acordo proíbe a instalação de bases que não sejam da OTAN na Groenlândia, limita a capacidade de adversários realizarem investimentos na região e garante que a China e a Rússia não possam estabelecer bases na ilha. O funcionário não estava autorizado a comentar publicamente e falou sob condição de anonimato.
A Dinamarca e a Groenlândia não confirmaram explicitamente nenhum dos detalhes específicos mencionados nas declarações de Trump, nem forneceram informações sobre o conteúdo do acordo ou os direitos e obrigações das partes envolvidas.
Autoridades dos EUA, da Groenlândia e da Dinamarca negociaram discretamente nos bastidores durante meses, buscando soluções para abordar algumas das preocupações de segurança de Trump em relação ao território, que conta com cerca de 56 mil habitantes.
Após retornar à Casa Branca, Trump havia pedido à Dinamarca que vendesse a ilha aos EUA, insistindo que a Groenlândia era crucial para a segurança americana.
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