Itália desmonta rede internacional de abuso sexual infantil e prende 17 pessoas
Segundo os promotores de Roma, a investigação conseguiu avançar após a infiltração de um agente italiano no grupo criminoso. O policial conquistou a confiança dos administradores da comunidade, tornou-se coadministrador e obteve acesso aos canais privados utilizados pela organização.
“Essa organização era estruturada como uma empresa multinacional”, afirmou o procurador de Roma, Francesco Lo Voi, durante uma entrevista coletiva.
As investigações apontam que a rede era comandada por quatro italianos e um cidadão suíço. Durante a operação, os investigadores apreenderam cerca de 283 gigabytes de conteúdo ilegal, incluindo mais de 22 mil vídeos e 34 mil imagens envolvendo crianças de até quatro anos de idade.
A cooperação internacional foi uma das peças centrais da investigação. As autoridades italianas identificaram 996 contas ligadas a usuários de 98 países e compartilharam os dados com forças de segurança estrangeiras, o que levou a novas prisões fora da Itália.
A investigação teve início em 2024 após um alerta da agência norte-americana Homeland Security Investigations (HSI). Apesar das prisões já efetuadas, os promotores italianos afirmam que as apurações continuam para identificar outros envolvidos e possíveis ramificações da rede em diferentes países.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.rfi.fr — o conteúdo pertence a RFI Brasil.