Bandolim deixado pelo irmão é tesouro entre 200 instrumentos de Nei
Nei da Silva Costa, de 69 anos, aprendeu a tocar violão observando o irmão mais velho, que fazia aulas particulares em casa.
Foi com ele que nasceu a paixão pela música e também uma das lembranças mais importantes de sua vida.
Antes de morrer, há 15 anos, o irmão deixou um bandolim que Nei reformou, pintou e hoje mantém exposto em sua loja.
Entre tantos instrumentos à venda, aquele é o único do qual não abre mão.
“Meu irmão faleceu tem 15 anos e eu sinto falta dele até hoje, pra você imaginar o tanto de amor que a gente tinha um pelo outro, o bandolim tá ali de enfeite pra matar a saudade, ele tocava muito, através dele aprendi muita coisa”, explica.
O bandolim divide espaço com quase 200 instrumentos na Casa do Violão, em Campo Grande.
Há violões de diferentes tamanhos e cores, como rosa, azul e preto, além de modelos com desenhos.
Nos fundos funciona a oficina, onde Nei faz consertos, reformas e pinturas.
Ao lado da loja fica o brechó da esposa.
Entre os problemas mais comuns que chegam à oficina estão braços quebrados, cavaletes soltos e rachaduras.
Mas também há instrumentos que carregam histórias, como um violão de duas cordas, um banjo e um ukulele que Nei ganhou de outro irmão.
Natural de Corumbá, Nei cresceu em uma família de músicos.
O gosto começou com o pai e passou para ele e seus três irmãos.
Aos 12 anos, aprendeu a tocar e, aos 14, ganhou da família seu primeiro violão, da cor azul.
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