Análise: Bolsa Família vira problema para Flávio e Lula
O Bolsa Família tornou-se um ponto delicado para as campanhas de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições.
Segundo avaliação da analista de Política da CNN Larissa Rodrigues ao CNN 360° , ambas as campanhas estão lidando com problemas criados por elas próprias em torno do programa social.
Do lado de Flávio Bolsonaro, a campanha tenta conter o que chama de “mal-entendido” e “fake news” relacionados a declarações de Daniela Marques.
Larissa Rodrigues aponta que Rogério Marinho assumiu a missão de explicar a posição da campanha, com foco em números e na proposta de criação de um novo ministério que funcionaria como um “guarda-chuva” para o Bolsa Família e outros benefícios sociais.
Leia Mais Bolsa Família: Flávio e Lula travam disputa sobre programa Equipe de Flávio vê uso eleitoral do Bolsa Família, mas evita municiar PT Lula reforça discurso de que Bolsonaros governam para milionários Postagens antigas de Flávio Bolsonaro ressurgem A analista destacou ainda que há uma preocupação crescente na campanha de Flávio Bolsonaro com postagens antigas do senador nas redes sociais, especialmente no antigo Twitter, datadas de 2011 e 2014.
Nessas publicações, Flávio teria criticado o benefício e, em alguns momentos, chegado a chamá-lo de “Bolsa Farelo”.
A militância petista estaria recuperando essas postagens para atacar a candidatura do parlamentar.
A proposta apresentada pela campanha de Flávio inclui a criação de um ciclo de benefícios: o beneficiário do Bolsa Família que conseguir emprego ou empreender e passar a ter renda própria deixaria de receber o auxílio, mas poderia retornar ao programa caso perdesse a renda, sem necessidade de cumprir prazos ou etapas adicionais.
Lula é questionado sobre tramitação do aumento Já a campanha de Lula enfrenta cobranças de diversas entidades sobre como teria ocorrido a decisão de conceder um aumento ao Bolsa Família pouco antes do primeiro turno das eleições.
Segundo Larissa Rodrigues, há suspeitas de que o trâmite não teria sido regular, com a possível supressão de etapas e a classificação de alguns documentos como sigilosos para viabilizar o reajuste.
Apesar das dificuldades, a analista avalia que a campanha de Lula sai à frente nesse tema por ser a criadora do programa.
No entanto, ainda persistem dúvidas e questionamentos sobre a forma como o PT vem utilizando o benefício, assim como incertezas sobre o futuro do programa caso o candidato do PL vença o pleito.
As duas campanhas trabalham para superar essas questões antes da sexta-feira (23), último dia oficial de campanha, e se preparar para o debate final.
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