“São Paulo não quer ditadura”, diz Alckmin sobre Flávio
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou, neste domingo (11.out.2026), que o Estado de São Paulo “não quer ditadura” .
A fala se deu no contexto de críticas endereçadas ao senador Flávio Bolsonaro (PL), da chapa adversária na disputa à Presidência, durante ato com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na capital paulista.
“São Paulo não quer ditadura.
Nosso ídolo não é o coronel Ustra.
Nossos ídolos são os estudantes que morreram na ditadura: Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo” , declarou.
O vice-presidente disse ainda que São Paulo “deu a vida pela Constituição” e repetiu que ninguém vai rasgar a Carta Magna.
Alckmin afirmou que o filme Dark Horse (“cavalo negro”, em tradução livre, expressão usada em inglês para designar alguém cuja força ou potencial é subestimado), sobre a vida de Jair Bolsonaro (PL), seria o “cavalo da mentira” .
A declaração foi uma crítica ao que o vice atribui a relações financeiras entre o senador e Daniel Vorcaro , fundador do Banco Master.
OS ESTUDANTES Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo foram baleados em 23 de maio de 1932, em São Paulo, durante um confronto que antecedeu a Revolução Constitucionalista.
O episódio ocorreu durante o Governo Provisório de Getúlio Vargas (1930-1934).
Segundo a Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), as vítimas foram: Mário Martins de Almeida, 31 anos; Euclydes Bueno Miragaia, 21 anos; Dráusio Marcondes de Souza, 14 anos (morreu 5 dias depois); Antônio Américo de Camargo Andrade, 30 anos.
De acordo com a Prefeitura de São Paulo, na noite de 23 de maio de 1932, um grupo de manifestantes atacou jornais favoráveis a Vargas.
Os apoiadores do governo reagiram com tiros.
Três dos estudantes morreram no dia do confronto.
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