Lula tenta “virar pauta” com Bolsa Família e canetas emagrecedoras
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia que os recentes anúncios sobre reajuste do Bolsa Família e as promessas de canetas emagrecedoras no SUS (Sistema Único de Saúde) ajudaram a retomar as rédeas de pautas propositivas na disputa eleitoral.
A avaliação do QG de Lula é que foi possível retomar a capacidade de gerar e disputar a pauta, depois de semanas de noticiário dominado pela crise no STF (Supremo Tribunal Federal) e, antes disso, por desgastes com denúncias sobre Lulinha, o filho do presidente, e sobre Marco Aurélio Santana, ex-chefe de gabinete de Lula.
O aumento no Bolsa Família já era estudado há meses pelo governo, mas ainda não havia definição sobre espaço fiscal.
O próprio ministro do Desenvolvimento e Combate à Fome, Wellington Dias (PT-PI), já tinha falado publicamente sobre a ideia no ano passado e início deste ano.
Leia Mais Esforço concentrado termina sem governo aprovar 6x1 e PEC da segurança Análise: Governo e Congresso aceleram gastos de olho na eleição Análise: Senado testa articulação de Lula por pacote eleitoral O reajuste tem um efeito limitado de críticas da oposição.
Se os adversários subirem muito o tom, correm o risco de ver eleitores de baixa renda se afastarem.
No PT, a avaliação é de que o governo de Jair Bolsonaro usou a “máquina” de auxílios de maneira “mais agressiva” quando tentava a reeleição em 2022, uma vez que o impacto previsto foi maior quando três meses antes da eleição o agora ex-presidente aumentou o pagamento do Auxílio Brasil.
À época, foi preciso aprovar uma PEC (proposta de emenda à Constituição), que acabou sendo apelidada de PEC Kamikaze, que previa o reconhecimento do estado de emergência no país em 2022 e um pacote de R$ 41,25 bilhões em auxílios que alcançavam ainda taxistas e caminhoneiros.
Quatro anos depois, a alegação dos petistas é de que Lula reajusta o Bolsa Família sem precisar de PEC, o que ajuda a reforçar a responsabilidade fiscal .
Ainda assim, haverá um impacto de R$ 22,7 bilhões em 2027 e de que a peça orçamentária, até aqui, não traz indicativo de como irá cobrir.
Fontes do governo Lula afirmam que o aumento foi estudado para não infringir regras eleitorais e para ser repassado como uma recomposição inflacionária, uma vez que o benefício estava defasado.
Outra informação que ajudou a redirecionar a rota, na avaliação de petistas, foram os indícios de “intromissão” dos EUA nas eleições.
Segundo apuração da CNN, houve uma proposta de negociação comercial dos Estados Unidos no ano passado e que envolvia pontos como garantia de participação de “dissidentes políticos” no pleito deste ano, exigência de compra de aeronaves da Boeing por empresas aéreas brasileiras e direito de preferência na aquisição de jazidas de minerais críticos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.