Venezuela acusa chanceler do Uruguai de “ingerência inadmissível”
O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Félix Plasencia, classificou na 2ª feira (12.out.2026) como “ingerência inadmissível” as declarações de chanceler uruguaio, Mario Lubetkin, sobre o governo venezuelano comandado por Delcy Rodríguez.
Em entrevista publicada no sábado (10.out) pelo jornal Folha de S.Paulo , Lubetkin disse que, “de forma alguma”, o Uruguai vai retomar as relações bilaterais com a Venezuela “porque nada mudou” .
Segundo ele, Delcy “é tão ilegítima” quanto Nicolás Maduro.
“A República Bolivariana da Venezuela rejeita as visões obsoletas e arrogantes que desrespeitam a soberania e a autodeterminação dos povos e que nada têm a ver com o processo de transformação que a Venezuela conduz por meio do diálogo político para a convivência democrática” , escreveu Plasencia no X.
“Declarações e posturas desse teor constituem uma ingerência inadmissível.
O futuro da Venezuela será definido pelo seu povo, em estrita observância à sua Constituição e ao seu ordenamento jurídico” , disse.
Na entrevista, o chanceler do Uruguai declarou que o país questiona o resultado das eleições na Venezuela, que mantiveram Maduro no poder.
“Delas surgiu um presidente que agora, além de tudo, está preso nos EUA, e desse presidente surge uma presidenta tão ilegítima quanto ele” , afirmou.
“Portanto, para nós, a solução para a Venezuela é muito clara: que haja eleições, que alguém vença, que uma corte independente confirme que María ou José ganhou e, 15 minutos depois, estabeleceremos relações diplomáticas com o legítimo vencedor de uma eleição democrática” , disse.
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