Eles exploravam a geleira e acharam uma “Cachoeira de Sangue” no caminho; a curiosidade levou os cientistas a revelarem um ecossistema vivo e isolado há mais de 2 milhões de anos
O fenômeno incomum na Antártida esconde uma comunidade de microrganismos marinhos que sobrevive em condições extremas sob a Geleira Taylor
Em meio aos Vales Secos de McMurdo, uma das regiões mais áridas da Antártida Oriental, a “Cachoeira de Sangue” chama atenção pela aparência incomum. De tempos em tempos, uma água salgada de tom vermelho-alaranjado escorre da Geleira Taylor em direção ao Lago Bonney, criando uma paisagem que parece saída de um filme.
A explicação para a cor é natural: a salmoura é rica em ferro e, quando entra em contato com o ar, o elemento sofre oxidação e adquire uma tonalidade semelhante à da ferrugem. O fenômeno é tão marcante que pode ser observado até mesmo em imagens de satélite.
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