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Avaí mostra alma no fim para buscar uma vitória vital contra o Operário-PR

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Avaí mostra alma no fim para buscar uma vitória vital contra o Operário-PR

Vitória de virada sobre o Operário-PR expõe limitações ofensivas, mas mostra um Avaí que não desiste e ganha confiança para buscar a saída da zona de rebaixamento contra o Sport

O Avaí conseguiu uma vitória heroica no apagar das luzes, de virada , diante do Operário-PR, e que pode ter um peso enorme na luta contra o rebaixamento. Foi uma vitória construída na insistência, na intensidade e, principalmente, na capacidade de não desistir quando a partida parecia perdida. Mas também foi um jogo que expôs claramente os limites ofensivos da equipe e alguns equívocos na estratégia inicial.

Allan Aalapostou em uma formação mais sólida defensivamente, com três zagueiros e o 3-5-2 como desenho para explorar os contra-ataques. A ideia era proteger melhor a área, marcar com intensidade e encontrar espaços nas costas da defesa adversária.

O problema começou ainda no aquecimento, com a perda de Daniel Penha. A saída do meia obrigou o treinador a mudar o planejamento e a entrada de Léo Chú deixou o Avaí praticamente com dois jogadores no meio-campo, transformando a estrutura em um 5-2-3.

Na prática, a equipe ficou muito dependente das bolas longas e das transições. Houve algumas boas estocadas por dentro, especialmente procurando Felipe Vizeu, mas o atacante ainda demonstra, de forma evidente, a falta de ritmo de jogo. Em alguns lances, conseguiu sair à frente dos zagueiros, mas perdeu o duelo justamente na sequência da jogada. Faltou perna para transformar as oportunidades em situações mais incisivas.

O Avaí teve, inclusive, uma enorme chance para abrir o placar logo aos cinco minutos. Em uma marcação alta, Thayllon roubou a bola, Léo Chu encontrou o atacante, que foi derrubado dentro da área. Pênalti claro. Felipe Vizeu, jogador experiente, de 29 anos, assumiu a responsabilidade, mas acertou a trave. Depois disso, o Avaí praticamente desapareceu ofensivamente. Na metade do segundo tempo, tinha apenas uma finalização na direção do gol.

Foi um jogo tecnicamente fraco das duas equipes. O Operário finalizou 21 vezes, mas também encontrou dificuldades diante da forte marcação Avaiana. Nesse aspecto, a estratégia defensiva funcionou. O Avaí foi competitivo sem a bola, fechou espaços e incomodou o adversário. O problema foi quando precisou jogar. Faltou criatividade, qualidade e presença ofensiva.

O empate parecia inevitável até os 40 minutos do segundo tempo, quando um erro bizarro de Jefferson Maciel permitiu que Mingotti, atacante do Operário colocasse o time paranaense em vantagem. E foi justamente aí que Allan acertou nas mudanças. As entradas de Zé Ricardo, Walisson e Jean Lucas deram outra dinâmica ao Avaí. Jean Lucas, principalmente, ofereceu a qualidade que estava faltando no meio.

Pouco depois, veio a reação. Jean Lucas arriscou de fora da área, acertou um balaço no travessão e, no rebote, Jefferson Maciel apareceu para empatar. O zagueiro que havia sido vilão minutos antes se transformava em herói.

Aquele gol mudou o Avaí. Devolveu confiança, despertou intensidade e fez a equipe acreditar novamente.

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