Crítica | The Smashing Pumpkins explora a melancolia do alt-rock na impecável “Black Stars”, de ‘Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita’
‘ Jogos Vorazes : Amanhecer na Colheita’ é um dos filmes mais aguardados dos próximos meses, chegando aos cinemas nacionais em 19 de novembro e prometendo entregar aos fãs de longa data da aclamada saga de Suzanne Collins um dos capítulos mais derradeiros de todos. Levando-nos para a 50ª edição dos Jogos Vorazes , o filme irá explorar o Segundo Massacre Quaternário, em que nada menos que quarenta e oito jovens tributos foram levados para a arena para competirem em um banho de sangue de onde apenas um vitorioso saiu – Haymitch Abernathy ( Joseph Zada ), que se tornaria mentor de Katniss Everdeen e Peeta Mellark duas décadas e meia mais tarde.
E, como é de costume nas adaptações cinematográficas, um talentoso corpo de artistas foi selecionado para compor a trilha sonora do projeto, seguindo os passos de nomes como Taylor Swift , Lorde e, mais recentemente, Olivia Rodrigo . O popular astro Noah Kahan , que vem despontando como um dos principais nomes da atualidade no escopo fonográfico, foi selecionado para encapsular a melancólica atmosfera dos Jogos com o lançamento de “Draw You Out” , que imediatamente encantou os fãs. Agora, chegou a vez da lendária banda The Smashing Pumpkins entregar sua própria perspectiva para ‘Amanhecer na Colheita’ com a irretocável “Black Stars” , que chegou às plataformas de streaming hoje, 16 de outubro .
A banda estadunidense alcançou sucesso definitivo na década de 1990 ao eternizar os tropos do alt-rock que seriam remodelados por vários artistas – inclusive Rodrigo, que este ano lançou um álbum que exaltou o gênero da melhor maneira possível. Logo, não é surpresa que Billy Corgan , James Iha e Jimmy Chamberlin tenham trazido o estilo de volta aos nossos ouvidos com o inédito single , construindo uma melancólica e um tanto quanto pesarosa análise de uma dura realidade que dialoga diretamente com a falta de prospecto de Panem em meio às constantes disputas entre a Capital e os Distritos a ela subjugados. Infundido com as certeiras notas de uma guitarra elétrica e dos conhecidos vocais de Corgan, “Black Stars” encontra sucesso em uma poética lírica que tece metáforas complexas e sagazes sobre a vastidão do pessimismo musical – incluindo a contraditória imagem que pinta com o título.
A beleza da canção desponta desde a simples e nostálgica construção instrumental, que inclui uma potente e reverberante bateria, até a presença de Butch Vig na produção. Vig, que retoma colaboração com o trio pela primeira vez em 33 anos, promove um retorno às raízes da banda ao se apoiar na urgência do aclamado compilado ‘Siamese Dream’ , trazendo elementos que nos remetem a incursões como “Today” e “Disarm” , mas sem se valer de uma mera repetição.
Pelo contrário, o musicista firma um encontro entre passado e presente que nos engolfa em uma sinestésica e profunda investida que dialoga tanto com seus fãs de longa data quanto com a nova geração – resumida nos versos “a cidade e as tumbas, um toque de ruína; onde ninguém jovem fica, tão tolo” , referindo-se, em um âmbito mais particular, ao destrutivo e autoritário reino do Presidente Snow ( Ralph Fiennes ).
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cinepop.com.br — o conteúdo pertence a CinePOP.