O que diz Daniel Vorcaro sobre indiciamento da PF no caso da compra do Master pelo BRB
A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro divulgou uma nota nesta quarta-feira, rebatendo seu indiciamento pela Polícia Federal pelas fraudes envolvendo o Banco Master e o BRB.
Os advogados afirmaram que o indiciamento é “frágil e absurdo” e que “as conclusões se apoiam em leitura seletiva de mensagens e em hipóteses formuladas ‘em tese’, e não em demonstração técnica”.
A defesa insiste que não só não houve nenhum prejuízo ao BRB, como ainda teriam ocorrido “resultados positivos”.
O texto também critica o fato de o relatório ter sido apresentado antes que perícias e análises tenham sido concluídas.
Continua após a publicidade Os advogados ainda aproveitaram para defender a soltura de Vorcaro, que está em prisão preventiva desde março, além de solicitar o arquivamento do caso.
Leia a íntegra da nota abaixo: Continua após a publicidade A defesa de Daniel Vorcaro tomou conhecimento do relatório parcial apresentado pela Polícia Federal no Inquérito nº 5026/ STF , que promove o indiciamento de Daniel.
Trata-se de um ato açodado e afoito, que antecipa conclusões que a própria investigação admite ainda não ter alcançado: ● Indiciamento antes do fim da investigação: no mesmo documento em que indicia, a autoridade policial pede ao Supremo Tribunal Federal mais 60 dias para prosseguir nas apurações.
Reconhece que exames periciais seguem “em elaboração”, que parte do material apreendido não foi analisada e que pessoas relevantes sequer foram ouvidas.
Indicia-se primeiro para investigar depois.
Continua após a publicidade ● Inexistência de prejuízo ao BRB: o negócio envolvendo as carteiras da Tirreno não foi concluído.
As carteiras foram substituídas por outros ativos, e a troca realizada demonstra que os negócios entre o Banco Master e o BRB geraram resultados positivos para o Banco de Brasília.
Nenhuma perícia oficial apurou qualquer prejuízo: os números citados no relatório vêm da petição inicial de uma ação indenizatória movida pelo próprio BRB, que é parte interessada, e a própria Polícia Federal reconhece que não teve acesso ao resultado da auditoria sobre os ativos entregues em substituição.
A defesa já pediu, na esfera cível, a perícia que sepultará definitivamente a narrativa fantasiosa de fraude e prejuízo. ● Lavagem de dinheiro sem rastreamento de recursos: o relatório imputa lavagem de capitais, mas registra que ainda está pendente a análise bancária, fiscal e patrimonial destinada a “identificar eventual proveito econômico” e “rastrear os fluxos financeiros”.
Imputa-se a ocultação de valores cujo caminho sequer foi examinado.
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