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Relatório revela “fiscalização de si mesmo” no transporte coletivo da Capital

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Relatório revela “fiscalização de si mesmo” no transporte coletivo da Capital

Da compra de peças à resposta dada ao passageiro que reclamava de uma viagem não realizada, setores que deveriam conferir o trabalho uns dos outros estavam subordinados aos mesmos comandos no Consórcio Guaicurus.

O diagnóstico consta no relatório preliminar da intervenção no transporte coletivo de Campo Grande, entregue à Câmara Municipal nesta terça-feira (22).

Em um dos casos considerados mais graves, o mesmo coordenador concentrava poderes sobre a manutenção, as compras e os almoxarifados das garagens da Viação Cidade Morena e da Viação Campo Grande.

Segundo o documento, ele identificava a necessidade de peças, negociava os preços, emitia os pedidos, controlava o recebimento, administrava o estoque, autorizava a aplicação dos materiais nos veículos e acompanhava a baixa dos itens utilizados.

"O achado mais crítico e danoso identificado pela Intervenção consistiu na hiperconcentração de poderes exercida pelo Coordenador Operacional”, afirma o relatório.

No organograma oficial, o profissional aparecia como supervisor de compras.

Na rotina encontrada pelos interventores, porém, exercia a função de coordenador operacional e controlava áreas que deveriam atuar de forma independente.

“A mesma autoridade tática era responsável por diagnosticar a necessidade mecânica e gerar a demanda de peças, cotar, negociar valores e emitir pedidos de compra”, descreve o documento.

Ela também gerenciava o armazenamento, a conferência dos produtos recebidos e o inventário dos materiais.

Com isso, quem identificava a necessidade também comprava, guardava, autorizava o uso e registrava a saída da peça.

Isso eliminava a conferência independente entre as etapas.

“A manutenção aprovava a qualidade das peças que ela própria comprava, e o controle atestava a quantidade de combustível que a mesma chefia negociava”, resume o relatório.

O coordenador também negociava diretamente a compra de óleo diesel, pneus novos e serviços de recapagem.

Juntos, diesel e pneus representam entre 40% e 60% dos custos de operação de uma empresa de transporte público, conforme o levantamento.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.campograndenews.com.br — o conteúdo pertence a Campo Grande News.

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