“Viva Marília” escapa da homenagem convencional e vira autorretrato de Marília Pêra
“Viva Marília” foge do documentário-homenagem tradicional, que costuma reunir amigos, críticos e especialistas para elogiar o retratado.
O filme funciona como autorretrato: na maior parte do tempo, Marília Pêra fala de si mesma, dentro e fora da profissão.
Mas não é um filme de falatório.
Zelito Viana e Esperança Motta, os diretores, providenciaram uma vasta pesquisa, que abrange desde os trabalhos mais conhecidos no cinema e na TV até as cenas de infância, devidamente filmadas por seu pai, Manuel Pêra, e quase sempre bem preservadas.
Lá está ela, mal começando a andar e já num palco.
Sim, como era filha de atores, Marília entrou em cena ainda criança, trabalhando na companhia de Henriette Morineau, com direito a levar bronca e, pior, a ouvir do pai que ela era contratada por Mme.
Morineau e, como tal, ela tinha todo o direito de lhe dar broncas.
Talvez venha daí algo que se pode depreender do documentário: Marília Pêra foi, antes de tudo, uma atriz disciplinada.
Dizer disciplinada é pouco.
Quando precisou sapatear para fazer determinada peça, aprendeu a sapatear; quando precisou cantar, dedicou-se a estudar canto.
O teatro era seu espaço natural.
Mas se deu bem na televisão e nas novelas.
Deixou o Rio por São Paulo para fazer “Beto Rockefeller” e se orgulha bastante de ter feito essa novela na TV Tupi que modernizou profundamente o gênero.
Depois voltou para o Rio e foi novela atrás de novela.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.