A má notícia da pesquisa Quaest para Garotinho
O imbróglio jurídico envolvendo a candidatura do ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) ao Palácio Guanabara começa a impactar seu desempenho eleitoral.
Depois de entrar na disputa com potencial para embaralhar a corrida pelo segundo lugar, Garotinho perdeu três pontos percentuais na última pesquisa Genial/Quaest.
Em levantamento divulgado nesta terça-feira, 25, o ex-governador tem 7% das intenções de voto, abaixo dos 10% registrados na rodada anterior, em julho, antes de o caso ganhar fôlego no Judiciário.
Ele também parte de um patamar alto de rejeição: 68%.
No mês passado, Garotinho aparecia empatado numericamente com o bolsonarista Douglas Ruas (PL), presidente da Assembleia Legislativa do Rio.
Embora distantes do líder Eduardo Paes (PSD), ambos estavam embolados na disputa pela vaga em um eventual segundo turno.
Agora, os dois se descolaram: Ruas subiu para 14%.
O ex-prefeito carioca segue na liderança, com 37% das intenções de voto, praticamente estável em relação ao levantamento anterior, quando oscilava na faixa dos 38%.
O cenário mudou para Garotinho depois que o Ministério Público Eleitoral pediu a impugnação da candidatura dele com base em uma condenação por improbidade administrativa relacionada ao período em que o ex-governador foi secretário na gestão da mulher, Rosinha Matheus, que comandou o estado entre 2003 e 2007.
O MPE sustenta que Garotinho está inelegível.
A defesa contesta e afirma que os efeitos da condenação já expiraram.
Continua após a publicidade Continua após a publicidade Garotinho tenta evitar que a candidatura seja esvaziada antes de uma decisão final da Justiça Eleitoral.
A defesa pediu ao TRE-RJ que ele não seja impedido de participar do horário eleitoral gratuito, que começa no dia 28 de agosto, nem sofra cortes no financiamento da campanha.
O argumento é que o tempo de propaganda perdido e eventuais prejuízos decorrentes da interrupção de despesas não poderiam ser restituídos caso a candidatura seja validada depois.
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