Preço do café tradicional cai 21,2%, maior queda no varejo em agosto
As vendas de café no varejo brasileiro cresceram 2,3% entre janeiro e agosto de 2026 , na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo a Abic (Associação Brasileira da Indústria do Café).
O avanço ocorre em um cenário de queda dos preços ao consumidor: em agosto, o café tradicional/extraforte estava, em média, 21,22% mais barato do que um ano antes.
Cerca de 13,5 milhões de sacas foram comercializadas nos oito primeiros meses do ano.
Desse total, aproximadamente sete milhões foram vendidas entre maio e agosto, período que inclui os meses de inverno, tradicionalmente favoráveis ao consumo da bebida.
A Abic projeta que o consumo brasileiro da bebida volte a crescer, com avanço de cerca de 2,5% no ciclo de novembro de 2025 a outubro de 2026.
Segundo o presidente da entidade, Pavel Cardoso, a estimativa considera os três quadrimestres que compõem o período de apuração da associação, mas ainda depende da consolidação das estatísticas.
“A expectativa é de um crescimento médio de 2,5%, e esperamos até superar esse patamar.
Ainda é uma avaliação preliminar, sem a estatística completa.
Mas o fiel da balança é a questão climática”, afirma Cardoso.
O levantamento reúne dados de empresas associadas e não associadas à Abic.
Segundo a entidade, seus associados respondem por 86% do mercado.
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No tradicional/extraforte, o valor médio passou de R$ 62,83 para R$ 49,50 por quilo entre agosto de 2025 e agosto deste ano — a maior queda entre os segmentos pesquisados.
O café solúvel registrou o segundo maior recuo, de 19,31%, com o preço médio por quilo passando de R$ 252,36 para R$ 203,64.
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