PT elege seus culpados após a derrota de Lula no primeiro turno
A derrota do presidente Lula para o senador Flávio Bolsonaro no primeiro turno da eleição deste ano reacendeu o fogo amigo no PT e no governo.
Como não têm coragem de responsabilizar o chefe, que toca uma gestão sem rumo, reprovada pela maioria do eleitorado e desconectada da realidade da população, petistas, aliados e assessores palacianos elegeram três culpados pelo resultado das urnas.
Um deles é Edinho Silva, comandante do PT e coordenador da campanha à reeleição.
Nos bastidores, havia muita reclamação sobre o fato de ele centralizar demais os trabalhos, o que dificultaria a busca de votos nas diferentes regiões do país.
Numa reunião após a votação de domingo 4, o próprio Lula, padrinho da ascensão de Edinho Silva à direção da legenda, externou a sua insatisfação.
“Eu acho que nós fizemos uma campanha aquém da minha possibilidade.
Eu disse para o Edinho que essa foi a campanha menos organizada de que eu participei desde 1989.
E normalmente a gente colhe aquilo que a gente planta”, afirmou o presidente.
No primeiro turno, Lula teve 3,38 milhões de votos a menos do que na rodada inicial de 2022.
Mesmo nos três maiores colégios eleitorais do Nordeste, que são estratégicos para suas pretensões eleitorais, ele perdeu pouco mais de 230 000 votos.
Diante da situação, o candidato à reeleição decidiu reforçar a coordenação de campanha com Camilo Santana , senador e ex-governador do Ceará, Rui Costa, ex-governador e senador eleito pela Bahia, e Rafael Fonteles, governador reeleito do Piauí.
Continua após a publicidade Sempre a comunicação Outro alvo de reclamações foi o ministro de Comunicação Social da Presidência, Sidônio Palmeira.
Ele não deixou o cargo para se envolver diretamente na eleição, mas colocou seu sócio Raul Rabelo como marqueteiro da campanha.
O resultado não agradou a Lula e estrelas petistas.
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