Daniela Lima: Monitoramento de Flávio Dino atinge veia sensível do STF
Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O monitoramento do ministro Flávio Dino "atingiu uma veia sensível" do Supremo Tribunal Federal (STF), avaliou a colunista Daniela Lima no UOL News - 2ª edição , do Canal UOL.
A discussão ganhou força após a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que determinou investigação para apurar a violação do aparato de segurança de Dino e de familiares e a divulgação de informações obtidas, segundo o caso, a partir desse monitoramento.
O tom também indica que toda a discussão que está se dando a respeito desta ordem do ministro Alexandre de Moraes atingiu uma veia sensível do Supremo Tribunal Federal.
Chegou até o que ele, na decisão, segundo eu apurei, apoiado no que disse a Polícia Federal, chama de mandantes do crime de violação do aparato de segurança privada do ministro Flávio Dino e de seus familiares. Daniela Lima, colunista do UOL
Daniela disse que Moraes reagiu após a publicação de que o presidente do STF, Edson Fachin, deveria levar o caso ao plenário. Segundo ela, o ministro indicou que eventuais recursos serão analisados na Primeira Turma, e não pelo plenário.
O ministro Alexandre de Moraes pediu a palavra, exaltado. Ele está em um tom bastante emocional, que utiliza quando quer mostrar indignação. E deu alguns recados inclusive internos, porque o ministro disse: 'se houver recurso dos investigados, ele será apreciado na Primeira Turma'. Ou seja, não ao plenário. Daniela Lima, colunista do UOL
No relato, a colunista afirmou que a apuração da Polícia Federal aponta Raimundo Cutrim, ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão, como alguém que teria usado "prerrogativas" para acessar sistemas sigilosos e levantar dados de carros usados por Dino e sua família quando ele está no estado.
A Polícia Federal mostra que Raimundo Cutrim, ex-secretário de Segurança Pública e que exerceu outros cargos no Maranhão, usou de suas prerrogativas para acessar sistemas sigilosos que dizem respeito à segurança de juízes e do aparato de segurança que é cedido a esses parlamentares.
Ao violar esses sistemas, porque nada tinha a ver com a atividade-fim que exercia, ele pega os dados dos carros utilizados pelo ministro Flávio Dino e sua família quando ele está no Maranhão. Daniela Lima, colunista do UOL
Daniela também disse que, na linha investigativa descrita por ela, houve repasse de dados de um veículo privado ligado ao irmão de Dino e que o caso se conecta a uma investigação sobre um assassinato de 2022, o que ajuda a explicar por que Moraes tratou o grupo como "organização criminosa".
Isso vai, inclusive, robustecer a ideia lá fora de que o sistema eleitoral do Brasil como um todo é poroso ou falho. Isso em um ambiente em que Flávio Bolsonaro repetiu o pai, chamando embaixadores para fazer críticas infundadas e com mentiras às urnas eletrônicas, que não tem absolutamente nada a ver com o sistema de internet do TSE. Daniela Lima, colunista do UOL
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