O grande engano do público sobre o Black Sabbath, segundo Tony Iommi
Ao longo de mais de cinco décadas de história, poucas bandas moldaram a paisagem do heavy metal de maneira tão profunda quanto o Black Sabbath .
Considerado o verdadeiro arquiteto do som pesado, o guitarrista e cofundador Tony Iommi admite que se beneficiou da imagem sombria que rondou a banda desde sua criação, mas também se viu envolvido em algumas situações inusitadas por conta da aura “satânica” do grupo.
Desde os primeiros dias em Birmingham , quando o Sabbath ainda tentava encontrar seu próprio caminho e optou por letras e temáticas ocultistas, houve certa incompreensão.
De acordo com Iommi, a distância entre a realidade vivida pelos músicos e a percepção distorcida que o público e a imprensa tinham sobre eles gerou equívocos “peculiares”.
Segundo o guitarrista, o Black Sabbath estava, na verdade, apenas explorando uma estética densa, moldada organicamente a partir de suas vivências em uma cidade industrial operária da Inglaterra , e não seguindo realmente alguma doutrina anticristã.
Tony Iommi e Ozzy Osbourne com o Black Sabbath, 1978 – Foto: Gus Stewart / Redferns via Getty Black Sabbath “satanista” Em entrevista de 2016 à Classic Rock , Iommi contou que já foi chamado de “satanista” em diversas ocasiões, embora essa não seja uma afirmação verdadeira.
Ele considera que tudo começou por conta de grupos religiosos dos Estados Unidos que entenderam errado a proposta do Sabbath.
O guitarrista refletiu a respeito (via Far Out Magazine ): “Sim, já ouvi isso (‘satanista) algumas vezes.
Certamente, quando o Sabbath tocou nos EUA pela primeira vez, as pessoas tinham medo de nós.
Achavam que iríamos transformá-las em sapos! Era algo muito peculiar.
Elas morriam de medo!” Iommi, então, aproveitou a ocasião para explicar sua verdadeira crença: “Eu acredito em Deus.
Sou católico, mas não sou do tipo que vai à igreja.” Tony Iommi solo Atualmente, Tony Iommi se prepara para soltar seu novo álbum solo.
O disco se chamará From the Dark e será lançado em 23 de outubro de 2026.
O trabalho conta com oito faixas e foi gravado com Jørn Lande nos vocais, Becky Baldwin no baixo, Karl Brazil na bateria e Mike Exeter no teclado.
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