Santos acusa calote e cobra R$ 1,7 milhão de patrocinador ligado a Neymar
O Santos cobra R$ 1,7 milhão que afirma não terem sido pagos no acordo de patrocínio com a marca de bebidas Pley by Ney. O alvinegro estampou a marca em seu uniforme por um ano, entre julho de 2025 e junho de 2026, em um contrato de R$ 4 milhões.
A Pley by Ney utiliza amplamente a imagem e o nome de Neymar, e é uma parceria entre a NR Sports, empresa do pai do jogador, o grupo Tial e a Fun Brands. Neymar e seu pai não fazem parte da gestão ou produção. Participaram da elaboração do conceito e da formulação do produto e licenciaram a imagem.
Na Justiça, o Santos alega que as últimas cinco parcelas do acordo, de R$ 325 mil cada, não foram pagas. A Pley by Ney esteve nos uniformes das equipes profissional, feminina e de base, e ocupou com exclusividade a braçadeira de capitão.
O contrato de patrocínio, ao qual a coluna teve acesso, é assinado diretamente entre Santos e a Tial (Tropical Industria de Alimentos S/A), sem a presença de Neymar ou as empresas ligadas à sua família. Além dos R$ 4 milhões, o acordo previa fornecimento de 6 mil unidades mensais da bebida.
A coluna tenta contato com a empresa, e será atualizada quando ela se manifestar.
O processo movido pelo Santos também tem como réu a Tial, e não faz qualquer menção a Neymar ou Neymar pai, que não participam da gestão da Pley by Ney.
O Santos tem atualmente uma dívida avaliada em pelo menos R$ 80 milhões com a NR Sports. A empresa fez na última semana um aporte de R$ 12 milhões para pagar uma dívida do clube com o Monaco, da França, e encerrar um transfer ban.
Em troca, recebeu o direito de comercializar seis propriedades comerciais no uniforme do clube, avaliadas pelo Santos em R$ 20 milhões.
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