IA revela falhas escondidas há mais de 10 anos no PHP; entenda a descoberta
Ferramentas de inteligência artificial (IA) ajudaram pesquisadores a descobrir como explorar falhas de segurança presentes no PHP há mais de uma década .
As vulnerabilidades, que podem permitir invasões de servidores, provocaram um alerta mundial nesta quarta-feira (21) e levaram governos e empresas a retirar sites do ar preventivamente.
As descobertas envolveram pesquisadores das empresas de segurança Wiz e Calif, que utilizaram modelos do Google e da OpenAI para identificar os problemas e demonstrar possíveis ataques.
Segundo a Wiz, as ferramentas de IA ajudaram a executar em aproximadamente uma semana uma investigação que poderia exigir meses de trabalho de especialistas.
O PHP é uma das linguagens de programação mais utilizadas na internet e está presente em plataformas como WordPress, Drupal e Joomla .
Segundo a W3Techs, 69,3% dos sites cuja linguagem de servidor é conhecida utilizam essa tecnologia.
As falhas já foram corrigidas pelos desenvolvedores do PHP, mas os administradores precisam instalar as atualizações para proteger seus servidores.
Como a IA encontrou as falhas no PHP? A investigação envolveu três ferramentas principais: o Wiz Atlas , plataforma de pesquisa de segurança com IA, o Gemini 4 Argon , do Google, e o GPT-5.6 Sol , da OpenAI.
Os pesquisadores utilizaram esses sistemas para analisar o funcionamento interno do PHP e investigar problemas relacionados ao gerenciamento de memória.
Em determinadas situações, o programa poderia continuar utilizando informações de memória que já deveriam ter sido descartadas.
Criminosos poderiam explorar esse comportamento para executar comandos maliciosos em servidores, dependendo das condições do sistema.
Segundo a Wiz, a dificuldade estava em combinar diferentes problemas e adaptar os ataques às configurações de cada servidor.
Com o auxílio da IA, os pesquisadores conseguiram acelerar testes, analisar resultados e modificar suas técnicas até demonstrar ataques contra instalações de WordPress, Drupal e Joomla.
A empresa afirma que o Gemini 4 Argon teve participação importante na identificação das vulnerabilidades, no desenvolvimento dos testes e na validação das correções.
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