domingo, 11 de outubro de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
› Missas, consagração e procissão marcam o feriado no Santuário Naciuonal de Aparecida› Justiça do Peru decreta prisão de suspeito de recrutar combatentes para a Rússia› Campeão mirim de hipismo está entre os cinco mortos em acidente no RJ› Departamento de Justiça dos EUA investiga canais de TV por suspensão de cobertura› Alckmin cita virada de Covas contra Maluf e faz apelo à classe média› Circulação das linhas da CPTM está interrompida em trechos neste domingo› Papa Leão 14 fará cirurgia para retirar nódulo no pulmão› Naufrágio perto de Djibuti, na África, mata ao menos 109 migrantes; outros 116 estão desaparecidos› TSE suspende propaganda eleitoral de Lula que associa Flávio a Master› Papa será operado nos próximos dias para retirar nódulo do pulmão› Missas, consagração e procissão marcam o feriado no Santuário Naciuonal de Aparecida› Justiça do Peru decreta prisão de suspeito de recrutar combatentes para a Rússia› Campeão mirim de hipismo está entre os cinco mortos em acidente no RJ› Departamento de Justiça dos EUA investiga canais de TV por suspensão de cobertura› Alckmin cita virada de Covas contra Maluf e faz apelo à classe média› Circulação das linhas da CPTM está interrompida em trechos neste domingo› Papa Leão 14 fará cirurgia para retirar nódulo no pulmão› Naufrágio perto de Djibuti, na África, mata ao menos 109 migrantes; outros 116 estão desaparecidos› TSE suspende propaganda eleitoral de Lula que associa Flávio a Master› Papa será operado nos próximos dias para retirar nódulo do pulmão
Últimas

Soberania e cidadania em risco

Folha de S.Paulo ·
Soberania e cidadania em risco

Professor da FGV Direito SP, mestre em direito pela Universidade Columbia (EUA) e doutor em ciência política pela USP. Autor de "Constituição e sua Reserva de Justiça" (Martins Fontes, 2023)

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

O Brasil se aproxima da mais dramática eleição do ciclo democrático iniciado em 1988.

O que está em jogo não é apenas se o Brasil migrará para a extrema direita, como têm feito alguns países vizinhos, ou reafirmará a opção por uma aliança entre a centro-esquerda e o centrão.

Não se trata apenas de uma eleição em que se decidirá o destino da escala 6x1 , do ajuste fiscal, da modernização tecnológica, da regulação da inteligência artificial , das leis ambientais, dos povos indígenas , da obrigatoriedade das vacinas, do Estado laico, da abertura de novos mercados ou do combate ao crime organizado . Todos esses são temas de máxima importância, que naturalmente dividem o eleitorado numa sociedade pluralista, e precisam ser arbitrados, sem violência, pelo processo eleitoral.

A complexidade da presente eleição é que ela também nos coloca frente a escolhas existenciais, que normalmente não estão presentes em pleitos ordinários, em que discutimos quais políticas públicas são mais eficientes ou mais justas, que políticos são os mais competentes e honestos, ou que valores morais devem ou não ser incorporados pela legislação.

Nesta eleição, o tema central é a preservação tanto de nossa soberania, no sentido de nossa independência em relação a outras potências, como de nossa cidadania, entendida como direito de participar dos destinos da comunidade. Ou seja, de nossa autonomia, como indivíduos e como sociedade.

Temos assistido a uma crescente desordem mundial, na qual o poder bruto tem se imposto às regras internacionais e às instituições multilaterais voltadas a promover uma convivência pacífica entre as nações e a colaboração para o enfrentamento de problemas comuns, como as mudanças climáticas e o crime organizado.

Em nosso hemisfério, o presidente norte-americano tem deixado cada vez mais claro que não há espaço para autodeterminação dos demais países. Que nossas riquezas naturais e mercados têm que estar à disposição de seus interesses.

No plano interno, por sua vez, a incompetência de sucessivos governos, a incapacidade do Parlamento de cumprir sua obrigação de oferecer respostas aos principais problemas que afetam a sociedade brasileira e do sistema de justiça de aplicar a lei de forma imparcial, sobretudo aos seus próprios membros, têm gerado profundo desencantamento por parte dos cidadãos, abrindo espaço para lideranças antissistema.

O espetáculo constrangedor oferecido por alguns ministros do STF nesta semana não pode se sobrepor, no entanto, à disposição estoica apresentada pelo presidente Edson Fachin para apurar os fatos e preservar a autoridade da lei.

Neste momento de deterioração das instituições concebidas para resolver problemas, canalizar conflitos e aplicar imparcialmente a lei, a tentação de "acabar com tudo isso que aí está" é grande.

Ler a notícia completa no Folha de S.Paulo ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.

Mais de Folha de S.Paulo

Ver tudo ›

Mais em Últimas

Ver tudo ›