Oposição crítica Gonet e quer plenário do STF analisando caso Moraes
Congressistas de oposição realizaram uma coletiva nesta terça-feira (1º) para pedir que o plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) analise a relação do ministro Alexandre de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Em coletiva de imprensa, o grupo também criticou o procurador-Geral da República, Paulo Gonet, citado nas mensagens do dono do Banco Master.
O senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou que os congressistas de direita entraram com um pedido de impeachment de Moraes, além de uma notícia-crime que pede e investigação do ministro.
Essa medida, no entanto, não seria encaminhada ao PGR por uma “suspeita” de envolvimento de Gonet no caso.
Leia mais TSE suspende propaganda de Lula que não citava nome de Alckmin Membros da equipe de Ed Sheeran são atingidos por equipamento durante show Caiado diz que Moraes não tem condições de ficar no STF após revelações O relatório da Polícia Federal, que teve o sigilo retirado pelo ministro André Mendonça, mostra mensagens de Vorcaro agradecendo o “carinho” de Gonet no mesmo dia em que o BRB (Banco de Brasília) comprou 58% do capital do Banco Master em 28 de março de 2025.
“Não vamos pedir ao Gonet, vamos pedir ao seu adjunto, porque há indícios que o Gonet possa estar nessa situação”, disse Marinho.
Ainda de acordo com ele, o pedido que será feito ao presidente do STF, Edson Fachin, é para que a Corte dê “transparência” e “não esconda o processo”.
O senador também reforçou que pediria ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que demita o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Segundo Marinho, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi pressionado por querer trocar o diretor-geral da PF anteriormente.
“Jair Bolsonaro foi acusado de ter interferido na PF por querer trocar o diretor.
Agora vemos um diretor entrando no Planalto e tomando uísque com Vorcaro”, afirmou.
A declaração da oposição vem na esteira da quebra de sigilo do relatório da Polícia Federal pelo ministro André Mendonça, do STF.
Segundo a PF, em 8 de fevereiro de 2024, Vorcaro pediu ao cunhado, Fabiano Zettel, que enviasse o “contrato barci moraes assinado” e perguntou quando seria feito o primeiro pagamento.
No mesmo dia, o então sócio Angelo Silva encaminhou a Vorcaro um comprovante de transferência de R$ 3.422.268,14 do Banco Master para o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advocacia, em uma conta no Itaú.
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