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Estudo a partir de moedas mostra como Roma construiu a integração econômica

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Estudo a partir de moedas mostra como Roma construiu a integração econômica

Um estudo conduzido por dois pesquisadores do Núcleo de Economia Regional e Urbana da USP (Universidade de São Paulo) mapeou o fluxo financeiro de Roma com base em vestígios de cerca de quatro milhões de moedas encontrados em escavações realizadas ao longo de dois séculos.

O trabalho foi conduzido por Eduardo Amaral Haddad, professor da FEA-USP (Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária), Em colaboração com Inácio Fernandes Araújo, professor da Esalq-USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo).

De acordo com informações da Agência Fapesp, os pesquisadores combinaram técnicas de economia regional, análise espacial, sistemas de informação geográfica e grandes bases internacionais de dados arqueológicos para reconstruir a circulação monetária da República Romana, com foco no período que vai de 11 a.C a 2 d.C..

O estudo mostra que a consolidação do domínio romano dependeu menos da simples conquista militar do que da progressiva integração econômica dos territórios incorporados.

Leia Mais Destroços de navio da Roma Antiga são descobertos na Sicília Inundação na Itália força retirada de pelo menos 250 pessoas Quatro obras de Antonello da Messina são roubadas na Itália Haddad informou que a principal fonte para o estudo foi o CHRR (Coin Hoards of the Roman Republic On-line), um banco de dados dedicado aos tesouros monetários da República Romana.

Segundo ele, a pesquisa integrou ainda diferentes plataformas de arqueologia digital.

A primeira pergunta formulada pelos pesquisadores foi: a distribuição espacial das moedas ocorria ao acaso ou obedecia a um padrão? Para responder, eles recorreram a técnicas de análise espacial amplamente utilizadas na economia regional e na geografia econômica.

Os testes indicam que os achados estavam longe de apresentar uma distribuição aleatória.

Ao contrário, formavam aglomerados estatisticamente significativos, concentrados ao longo dos principais eixos de circulação do mundo romano.

Em seguida, os professores se questionaram se seria possível reconstruir os caminhos percorridos pelo dinheiro.

“Depois de verificar que existia uma correspondência entre localização e concentração das moedas, começamos a cruzar essas informações com as vias romanas.

E encontramos algo muito interessante: havia uma clara propagação das moedas a partir de Roma”, conta Haddad.

O estudo indica que uma interpretação bastante difundida atribui ao exército romano o papel predominante na disseminação da moeda pelos territórios conquistados.

A afirmação parece intuitiva: à medida que as legiões avançavam, levavam consigo soldados, que recebiam salários, e fornecedores, que comercializavam mercadorias, produzindo uma intensa circulação monetária.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.

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