Ao citar endividamento, Messias diz que Bolsonaro não cuidou das famílias
O advogado-geral da União, Jorge Messias, atribuiu o endividamento das famílias brasileiras à pandemia de covid-19 e à atuação do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em vídeo publicado no X (antigo Twitter), afirmou que a gestão anterior não deu assistência adequada à população e defendeu o Desenrola 3.0, programa de renegociação de dívidas anunciado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“ Muitas famílias tiveram que contrair dívidas por conta da pandemia.
Perderam renda, perderam o trabalho e o governo anterior não cuidou bem das famílias brasileiras ”, declarou Messias.
Assista ao vídeo (3min8s): O Desenrola 3.0 foi anunciado em 25 de setembro, 9 dias antes do 1º turno das eleições.
O programa determina que o governo compre dívidas de pessoas físicas com atraso de 2 a 4 anos e meio por meio de leilões com instituições financeiras.
A estimativa é que os débitos elegíveis somem R$ 300 bilhões, dos quais o governo pretende renegociar R$ 150 bilhões, com descontos de 90%.
O custo estimado da medida é de R$ 15 bilhões.
O endividamento das famílias se tornou um dos temas da disputa presidencial.
O candidato do PL, Flávio Bolsonaro , responsabiliza Lula pela situação financeira dos brasileiros e afirma que o aumento dos gastos públicos pressiona a inflação e mantém os juros elevados.
O senador promete reduzir as despesas do governo e a carga tributária para diminuir o custo do crédito.
Já Lula busca associar o Desenrola 3.0 ao compromisso de sua gestão com a recuperação financeira das famílias.
Ao fim do vídeo, Jorge Messias pediu votos para Lula no 2º turno das eleições, marcado para 25 de outubro.
ENDIVIDAMENTO O endividamento das famílias brasileiras atingiu o recorde de 82% em julho de 2026, segundo a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo).
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