Democratas dos EUA criticam Trump por conceder vistos para Flávio Bolsonaro
Parlamentares democratas dos Estados Unidos criticaram a decisão do governo Donald Trump de conceder vistos ao senador Flávio Bolsonaro e a familiares dele. As manifestações foram publicadas nas redes sociais após o Departamento de Estado americano afirmar que planejava emitir os documentos para permitir a entrada da família no país.
Joaquin Castro, deputado democrata pelo Texas, afirmou que perder uma eleição não é motivo para pedir asilo. Em publicação no X, ele acusou o governo Trump de oferecer refúgio a Flávio, que, é investigado no Brasil por suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Castro também afirmou que o senador recebeu uma ordem para entregar os passaportes. "O governo Trump deve explicações ao Congresso sobre seu papel em ajudar Bolsonaro a deixar o Brasil, em violação à legislação brasileira", escreveu Castro.
O perfil oficial dos democratas no Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes também criticou a decisão. Em uma publicação, o grupo comparou o tratamento dado a pessoas que fogem de conflitos no Sudão e no Haiti à concessão de vistos à família Bolsonaro. "Não há asilo para pessoas que fogem da guerra no Sudão ou do conflito no Haiti, mas Rubio está estendendo o tapete vermelho para Bolsonaro", afirmou o perfil, em referência ao secretário de Estado americano, Marco Rubio.
Na sequência, a publicação ironizou: "Ao que parece, fugir da violência não é suficiente. Negar os resultados eleitorais, sim". A crítica foi publicada junto a uma atualização do jornalista Edward Wong, do jornal The New York Times, sobre a intenção do Departamento de Estado de emitir os vistos. Em uma postagem anterior, o jornalista havia informado que Flávio deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos um dia depois de autoridades brasileiras pedirem que entregasse seus passaportes.
Outra manifestação nas redes sociais, feita pelo comentarista político americano saiah Martin, defendeu que Flávio fosse deportado. "Vamos deportá-lo no primeiro dia. Aliás, deveríamos deixar o Brasil prendê-lo no meio da noite, de helicóptero!", escreveu Martin nas redes sociais.
O governo argentino confirmou na madrugada de hoje que o senador Flávio Bolsonaro e sua família entraram por terra na Argentina na noite de terça-feira e pegaram um voo para o Equador. Eles saíram da cidade de Puerto Iguazú, na região da Tríplice Fronteira, com destino à cidade de Guayaquil.
A aeronave na qual o ex-candidato estava chegou a Guayaquil por volta das 5h30 de hoje, segundo sites de monitoramento. O plano de voo do jatinho foi atualizado com destino final para o aeroporto no condado de Miami-Dade, na Flórida. A expectativa é de que avião pouse por volta das 9h30, no horário local (13h30 no horário de Brasília).
Os boatos sobre a fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil começaram a circular na madrugada de ontem.
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