Espriella desafia Justiça e mantém ofensiva contra criminosos na Colômbia
O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella , afirmou, nesse domingo (13/9), que irá contestar decisões judiciais que impõem limites à política de linha dura adotada pelo governo contra grupos criminosos.
Pouco mais de um mês após assumir o cargo, o direitista mantém uma ofensiva militar contra organizações financiadas pelo narcotráfico, pela mineração ilegal e pela extorsão, mesmo diante de determinações da Justiça para restringir parte das operações.
“As decisões judiciais são respeitadas, e as ordens em vigor são cumpridas […], mas isso não significa renunciar a contestá-las”, afirmou em pronunciamento após uma sequência de decisões judiciais desfavoráveis ao governo.
No último mês, a Justiça colombiana determinou que o governo suspenda bombardeios quando houver informações sobre a presença de menores de idade nas áreas-alvo.
Também ordenou a retirada das redes sociais de vídeos que exibem cadáveres de supostos criminosos mortos pelas forças de segurança e determinou a interrupção de testes de pulverização aérea de plantações de drogas.
As medidas atingem diretamente uma das principais bandeiras do novo governo: o enfrentamento militar de organizações criminosas e grupos armados, em contraste com a política de negociações de paz adotada pelo antecessor, Gustavo Petro.
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1 de 3 Presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella Camilo Moreno/Long Visual Press/Universal Images Group via Getty Images) 2 de 3 Abelardo De La Espriella e Marco Rubio Reprodução/Redes Sociais 3 de 3 Abelardo de la Espriella, eleito presidente da Colômbia Lucas Aguayo Araos/Anadolu via Getty Images Bombardeios deixam mortos Desde que assumiu a Presidência, Espriella intensificou as operações militares contra grupos armados que atuam no país .
A ofensiva já incluiu três bombardeios contra acampamentos de guerrilheiros na Amazônia e na região de fronteira com a Venezuela.
As operações deixaram pelo menos 42 mortos, incluindo seis menores de idade, segundo os dados apresentados no contexto das ações.
A presença de crianças e adolescentes entre as vítimas está no centro das decisões judiciais que determinaram restrições aos bombardeios.
A Colômbia é o maior produtor de cocaína do mundo e abriga diferentes organizações armadas ilegais.
Muitas delas obtêm recursos por meio do narcotráfico, enquanto outras também estão ligadas a atividades como mineração ilegal e extorsão.
Espriella prometeu combater o que chama de “narcoterrorismo” sem negociar com organizações criminosas.
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