EUA enviam mais de 300 militares à Colômbia para treinamento contra narcotráfico
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Em iniciativa que reforça a presença de tropas dos Estados Unidos na América do Sul , mais de 300 militares americanos chegarão à Colômbia a partir desta terça-feira (27) para participar de treinamentos de combate ao narcotráfico. A mobilização faz parte de uma aliança de segurança promovida pelo presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, segundo o Ministério da Defesa do país.
Defensor de uma política de segurança mais dura e admirador de Donald Trump , o presidente Espriella apoia a ofensiva americana contra os cartéis de drogas na América Latina . O colombiano busca estreitar os laços com Washington para combater grupos armados que atuam em seu país.
Os exercícios militares ocorrerão de 30 de outubro a 11 de novembro e terão como alvos o narcotráfico , a mineração ilegal e o uso de drones carregados com explosivos, cada vez mais comuns entre os grupos armados colombianos. Segundo o Ministério da Defesa, mais de 400 militares colombianos também participarão das atividades, que serão realizadas por terra e mar.
O Comando Sul dos EUA informou que o treinamento busca combater ameaças regionais, ampliar a capacidade operacional do país parceiro e reduzir o tempo de resposta diante de situações de risco.
Os exercícios incluirão ainda a troca de conhecimentos médicos para o atendimento de feridos em áreas minadas, frequentes nas regiões remotas onde atuam grupos criminosos. A base militar de Tolemaida, localizada a pouco mais de 100 km de Bogotá , será o principal local das atividades.
Os militares americanos integram o Batalhão de Montanha dos EUA, unidade de elite especializada em operações em terrenos difíceis, condições climáticas extremas e regiões de alta montanha.
Os EUA são o principal parceiro da Colômbia na área de segurança. Os dois países trocam com frequência informações de inteligência para apoiar operações colombianas contra guerrilhas e outros grupos armados, segundo autoridades militares.
A Colômbia integra o Escudo das Américas , aliança de segurança e combate ao narcotráfico impulsionada pelo governo Trump e formada por cerca de 20 países da região.
Os EUA têm reforçado a presença militar também no Equador , onde dezenas de voos de aeronaves militares americanas foram registrados desde junho na base militar de Taura, nas proximidades de Guayaquil, segundo uma investigação da agência de notícias AFP. A movimentação ocorre meses depois de os dois países anunciarem uma nova etapa de cooperação no combate ao narcotráfico.
Uma análise nas plataformas de monitoramento aéreo AirNav Radar e Flightradar24 identificou cerca de 20 voos de aproximadamente dez aeronaves diferentes da Força Aérea e do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA com destino ou origem em Taura..
Imagens de satélite obtidas e analisadas pela AFP também mostram obras de ampliação da base, ao menos desde agosto, possivelmente iniciadas em julho.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.