Alan Rick acusa governo de retaliar municípios aliados e chama prática de “sede de poder”
O senador e candidato ao governo do Acre Alan Rick (Republicanos) afirmou durante sabatina na noite desta terça-feira, 25, que prefeitos e apoiadores que declararam apoio à sua candidatura estariam sofrendo represálias do governo estadual. Ele citou casos envolvendo os municípios de Feijó, Mâncio Lima e outras cidades e disse receber relatos de servidores públicos que se sentiriam pressionados durante a campanha.
Alan Rick também afirmou que espera disputar o governo ao lado de um presidente alinhado às suas ideias. Sem citar diretamente o nome no trecho, disse que considera um cenário ideal ter um “presidente amigo” como Flávio Bolsonaro, mas afirmou que manterá uma relação institucional com o governo federal caso o resultado da eleição presidencial seja diferente de sua preferência.
“É um sonho poder ser governador ao lado de um presidente amigo, com quem a gente coaduna as mesmas ideias e propostas. Eu espero que seja ele. Mas, se não for, teremos um tratamento institucional respeitoso em defesa do Acre”, pontuou.
Questionado sobre quais seriam os fatos concretos por trás das denúncias de perseguição política, Alan Rick citou o prefeito de Feijó e outros vereadores que, segundo ele, teriam tentado uma audiência com a governadora e não foram recebidos. “Luiz Carlos, vamos dar um exemplo. O prefeito de Feijó e mais oito vereadores vieram a Rio Branco para uma audiência com a governadora e, durante três dias, bateram na porta e não foram recebidos”, ponderou.
O candidato também afirmou que uma usina de asfalto teria sido retirada de Feijó por determinação do governo e que o prefeito precisou recorrer à Justiça. “A governadora mandou retirar a usina de asfalto de Feijó. Mandou retirar a usina de asfalto. O prefeito teve que entrar na Justiça”, ressaltou.
Outro caso citado por Alan Rick envolve Mâncio Lima. Segundo ele, uma máquina adquirida por meio de emenda parlamentar teria sido retirada de uma cooperativa do município. “O prefeito de Mâncio Lima, que apoia a governadora, mandou retirar a máquina, fruto de emenda minha, da Cooper Café, que é para fazer os açudes, os tanques daqueles produtores, a maioria da agricultura familiar, pequenos produtores”, destacou.
Alan Rick afirmou ainda receber mensagens de servidores públicos que relatariam pressão para participar de atos políticos do governo. Ele disse que não divulgará a identidade dos servidores por receio de expô-los.
O candidato aproveitou para dizer aos servidores comissionados que não deveriam temer uma eventual mudança de governo. Segundo ele, os servidores permaneceriam nos cargos caso sejam considerados bons profissionais.
“E eu gostaria de falar com você que é comissionado. Meu amigo, minha amiga, não tenha medo. Todos os servidores, bons servidores desse estado, comissionados, nós manteremos. A governadora vai ter que demitir todo mundo no dia 31 de dezembro. Eles ficam espalhando a mentira: ‘Ah, o Alan vai demitir’. Não sou eu, não, gente.
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