Jorginho, Tolói e mais: quais atletas não serão afetados pela redução de estrangeiros
A nova restrição da CBF aos jogadores estrangeiros não vai atingir todos os atletas de outras nacionalidades que atuam no futebol brasileiro. Oito jogadores de clubes da Série A têm vínculos com o Brasil que fazem com que não sejam contabilizados no limite, seja por terem nascido no País ou por terem obtido a cidadania brasileira.
Esses são os casos de Maurício (Palmeiras), Carlos Coronel (São Paulo), João Costa (Cruzeiro), Jorginho (Flamengo), Rafael Tolói (São Paulo), Matheus Reis (Fluminense), Niclas Eliasson (Internacional) e Kannemann (Grêmio).
Atualmente, cada equipe pode relacionar até nove estrangeiros por partida. A partir do próximo ano, o limite será reduzido para oito e cairá em uma vaga por temporada até chegar a cinco em 2030.
A relação de Jorginho com a Itália começou ainda na adolescência. Natural de Imbituba (SC), o meio-campista deixou o Brasil nas categorias de base e foi para o Hellas Verona, onde deu os primeiros passos no futebol profissional. A carreira no país europeu também levou à cidadania italiana e, posteriormente, à convocação para a Azzurra.
Jorginho passou por Napoli, Chelsea e Arsenal antes de retornar ao Brasil para defender o Flamengo, em 2025. Embora tenha construído sua trajetória internacional pela Itália, o jogador nasceu no Brasil e, por isso, não é contabilizado como estrangeiro pela regra da CBF.
A história de Maurício com o Paraguai passa pela família. O meia nasceu em São Paulo e tem avó paterna paraguaia. O pai, embora brasileiro de nascimento, passou a infância e a adolescência no país vizinho. A ligação familiar fez com que Maurício buscasse a cidadania paraguaia, processo concluído em fevereiro de 2026.
Antes de defender o Paraguai, o jogador havia passado pelas seleções brasileiras de base. Neste ano, disputou a Copa do Mundo pela seleção paraguaia e marcou contra os Estados Unidos. Mesmo com a mudança de nacionalidade esportiva, Maurício nasceu no Brasil e não ocupa uma vaga de estrangeiro no Palmeiras.
Rafael Tolói nasceu em Glória DOeste, no Mato Grosso, e foi formado pelo Goiás. Depois de uma passagem pelo São Paulo, o zagueiro seguiu para a Itália, onde defendeu Roma e Atalanta. Foi no clube de Bérgamo que passou a construir uma relação mais longa com o futebol italiano.
Em 2021, Tolói obteve a cidadania italiana e recebeu autorização da Fifa para defender a seleção do país. Ele participou da campanha do título da Eurocopa daquele ano. Mesmo com a dupla nacionalidade, o defensor continua sendo considerado brasileiro para a regra da CBF por ter nascido no País.
Carlos Coronel nasceu em Corumbá (MS), em uma família formada por pai brasileiro e mãe paraguaia. Criado em Porto Murtinho, também no Mato Grosso do Sul, o goleiro desenvolveu a carreira profissional fora do País e passou por clubes da Áustria e dos Estados Unidos.
A ligação com o Paraguai ganhou outro capítulo quando Coronel passou a defender a seleção do país. O jogador possui dupla nacionalidade e retornou ao Brasil em 2026 para jogar pelo São Paulo.
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