Textor aciona a Justiça para impedir assembleia geral da SAF do Botafogo
Nesta quinta (24), o empresário John Textor ajuizou ação na 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro para obter liminar e suspender a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) convocada pelo Botafogo.
O encontro pretende aumentar o capital e diluir a participação acionária da Eagle no clube.
Destituído do Alvinegro , Textor pede o cancelamento do bônus de subscrição, mecanismo que permitiu ao Botafogo Social alcançar 51% do total da SAF.
Com isso, a Eagle passou de controlar 90% das ações para apenas 49%, levando o presidente João Paulo Magalhães Lins a se tornar o acionista majoritário.
A assembleia irá deliberar sobre o aumento de capital de R$ 2 milhões com emissão de 200 milhões de novas ações.
Com a liminar, o empresário pretende proteger seus direitos como acionista.
Leia mais Tite e Hakim Ziyech são registrados no BID e podem estrear pelo Botafogo Tite é apresentado no Botafogo: "Sou um privilegiado" “Eu sou um idiota”, diz campeão do UFC após sobreviver a grave acidente Em declaração enviada para a imprensa, Textor afirma que o Botafogo Social está tentando assumir o controle da SAF por meio de um “roubo”.
“Estou fazendo exatamente o que qualquer dono faria para proteger sua companhia e seu investimento.
O clube social está tentando um roubo em plena luz do dia, usando todos os truques à sua disposição, e eu não vou permitir isso”, alegou o ex-mandatário do Alvinegro em trecho da nota.
Possibilidade de venda Sem a presença da Eagle Football, a cúpula do Botafogo Social pretende assumir toda a operação do clube.
Como único sócio com direito a voto, seguirá com o planejamento de transferência das ações para a nova investidora GDA Luma Capital, do empresário Gabriel de Alba.
Tentativas de Textor na Justiça Na Justiça, Textor tenta ser reconhecido como dono das ações da SAF do Botafogo ao invés da empresa Eagle Bidco.
O americano obteve vereditos favoráveis na Inglaterra e nos Estados Unidos, mas a conclusão depende da ação em vigor na justiça brasileira, que não homologou as decisões internacionais.
Em maio de 2026, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro manteve a suspensão política da Eagle Football no Botafogo, derrubando decisão anterior do Tribunal Arbitral.
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