Fecomércio-AC apoia alerta da CNC sobre impactos das bets na economia
Leandro Domingos representou a CNC em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e defendeu maior controle e fiscalização das apostas on-line no Brasil.
Ricardo Stuckert Fecomércio-AC alerta para impactos das bets no comércio e nas famílias O crescimento das apostas on-line no Brasil e seus reflexos sobre o orçamento das famílias, o consumo e a atividade comercial foram tema de reunião no Palácio do Planalto, em Brasília.
Representando o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, o vice-presidente Financeiro da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e presidente do Sistema Fecomércio-Sesc-Senac-AC, Leandro Domingos, apresentou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a preocupação do setor produtivo com o avanço das chamadas bets.
Durante o encontro, Leandro Domingos defendeu medidas mais rigorosas de controle e fiscalização das plataformas, especialmente no combate às operações ilegais, além do aprimoramento das regras relacionadas à publicidade, ao acesso às apostas e à movimentação de recursos.
A reunião contou com representantes do governo federal, do setor produtivo e de organizações da sociedade civil.
Também participaram o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, ministros e representantes de instituições como CNI, Febraban, CNBB, Dieese, Idec, Abrasco e Instituto Alana.
Recursos que deixam de circular no comércio A preocupação da CNC com as apostas ganhou força a partir de relatos de empresários, principalmente de pequenos negócios, que começaram a perceber mudanças no comportamento dos consumidores.
Entre os sinais observados estão a redução da capacidade de consumo e o aumento da inadimplência, em um cenário no qual parte crescente da renda das famílias passou a ser direcionada às plataformas de apostas.
“Isso é dinheiro que sai da nossa economia e deixa de circular no comércio”, afirmou Leandro Domingos.
O dirigente explicou ainda que os valores movimentados pelas plataformas não devem ser confundidos com o faturamento efetivo das empresas de apostas, uma vez que parte dos recursos retorna aos jogadores por meio do pagamento de prêmios.
Segundo dados apresentados pela CNC durante a reunião, a dimensão financeira alcançada pelo setor chama atenção.
“De janeiro de 2023 a março de 2026, os gastos chegaram perto de R$ 700 bilhões, sendo que, no ano passado, esse gasto foi de R$ 320 bilhões durante todo o ano”, destacou Leandro.
Para a Fecomércio-AC, a discussão interessa diretamente ao comércio acreano.
Em uma economia fortemente dependente da circulação da renda e do consumo das famílias, os recursos direcionados às apostas passam a disputar espaço no orçamento doméstico com a aquisição de alimentos, roupas, medicamentos, serviços e outros produtos essenciais ou de consumo cotidiano.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Acre.