Haddad sobre fim do sigilo no caso Master: 'Agora vamos ver quem é quem'
O candidato ao governo de SP Fernando Haddad (PT) comemorou a queda dos sigilos envolvendo as investigações sobre o Banco Master, determinados ontem presidente do STF, ministro Edson Fachin, e afirmou que agora as "pessoas poderão saber quem é quem".
A três semanas das eleições, o petista se disse "reconfortado" em saber que detalhes sobre as investigações virão à tona, porque esta é a melhor forma de informar o eleitor: "ninguém pode ter esse poder de selecionar o que vazar. A imprensa agora vai poder fazer o seu trabalho e nós vamos poder agora saber quem é quem nessa história."
Candidata ao Senado pela chapa, Simone Tebet (MDB) ressaltou ser importante para a sociedade saber se parlamentares em busca de reeleição foram favorecidos pelo banco Master. As investigações apontam para a emissão de 400 cartões de crédito pelo banco com limites mensais entre R$ 300 mil e R$ 500 mil.
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"Precisamos saber quem recebeu esses cartões. Quantos senadores, quantos deputados federais, governadores e presidenciáveis? Ou seus parentes? Sem isso poderemos reeleger uma bancada absolutamente comprometida com o maior escândalo de corrupção do sistema financeiro do Brasil", disse.
Petista também propõe criar uma versão itinerante do programa Farmácia Popular para atender a pessoas com problemas de mobilidade em casa e reduzir as filas nos pontos de retirada dos medicamentos.
Na mesma linha, quer que o Samu faça teleconsultas além dos atendimentos tradicionais de emergência. Segundo a proposta, a frota de ambulâncias ser integrada em tempo real a uma central de regulação de leitos para agilizar internações.
Haddad afirma que, se eleito, os paulistas terão acesso a um aplicativo que reunirá todas as informações relativas a consultas, exames, vacinas e demais procedimentos médicos realizados no estado. A plataforma ainda permitiria ao usuário saber qual o seu lugar na fila para os procedimentos. "Hoje a gente faz tudo pelo celular. Como é que não se oferece ao cidadão marcar consultas, exames e acompanhar a fila pelo celular?", questionou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, presente ao evento.
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