TJM julga capitão e cabo acusados de matar sargento por escala de trabalho
O Tribunal de Justiça Militar (TJM) julga em sessão nesta terça-feira (15/9) o capitão da Polícia Militar (PM) Francisco Laroca Júnior e o cabo Fabiano Rizzo, acusados de assasinarem o sargento Rullian Ricardo a tiros dentro do batalhão em 2023 .
A audiência deve começar por volta das 14h na 4ª Auditoria Militar, com um Conselho Especial de Justiça (CEJ) composto por três majores da PM e um tenente.
Os dois homens são acusados de homicídio qualificado, pela surpresa e por recurso que dificultou a defesa da vítima, além de fraude processual.
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De acordo com as investigações, o sargento Rulian teria se desentendido com uma policial responsável por informar as escalas de trabalho.
O superior hierárquico, o capitão Laroca, foi chamado para resolver a situação e, ao chegar no local, teria interpelado o sargento.
Segundo sua versão, foi nesse momento em que sargento teria apontado sua arma particular na direção do capitão.
PM Laroca atirou três vezes contra o sargento e seu motorista particular à época, o cabo Fabiano Rizzo, também fez um disparo.
Rullian foi atingido no pescoço e na região do tórax, morrendo no local.
A defesa dos dois acusados afirma que eles agiram em “legítima defesa”.
Família de sargento contesta versão Familiares e colegas de Rullian contestam a versão apresentada pelos PMs, afirmando que o sargento estava sendo perseguido há semanas com sucessivas escalas extras de última hora.
A gota d’água teria sido na Páscoa, quando teve uma folga cassada e foi impedido de viajar para Franca, interior de São Paulo, para visitar a mãe doente.
“A história que ele contou foi a que todo mundo engoliu.
Já faz mais de um ano que a defesa tenta ter acesso a diligências importantes, a uma simulação do ocorrido, feita em setembro do ano passado.
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