Desmatamento na Amazônia cai ao menor patamar histórico em 2025
A Amazônia registrou a menor área de desmatamento de sua série histórica em 2025, com 693 mil hectares destruídos.
O dado faz parte de estudo sobre a cobertura e o uso da terra no Brasil, divulgado na 4ª feira (14.out.2026) pelo MapBiomas .
Da área desflorestada no ano passado, 639 mil hectares (92%) eram de vegetação primária nativa.
Outros 54 mil hectares correspondiam a florestas secundárias, que já haviam sofrido modificações provocadas pela ação humana.
Apesar da redução no indicador anual, o levantamento mostra que o bioma acumula a perda de 54,7 milhões de hectares de vegetação nativa de 1985 a 2025.
No mesmo período de 40 anos, a área destinada à agropecuária cresceu 440%, alcançando 65,3 milhões de hectares –o equivalente a 15,5% do território amazônico.
A maior parcela desse espaço é ocupada por pastagens, que somavam 50,8 milhões de hectares em 2025.
A expansão das atividades agropecuárias concentra-se nas proximidades de estradas.
Nas faixas localizadas a até 5 km das vias, a agropecuária ocupa 40,2% do solo.
O levantamento também mapeou o crescimento da mineração no bioma, que passou de 32 mil hectares em 1985 para 440 mil hectares em 2025.
Em contrapartida, as áreas protegidas –como territórios indígenas, unidades de conservação e terras quilombolas– mantêm 98% de cobertura vegetal nativa.
Nas terras indígenas, esse índice atinge 98,9%.
Entre os Estados inseridos no bioma, o Amapá apresenta a maior proporção de vegetação preservada (95,5%), seguido pelo Amazonas (94,6%).
Já Tocantins (24,6%) e Maranhão (49,8%) registram os menores percentuais.
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