Acre perdeu 12,8 pontos percentuais de vegetação nativa em 40 anos
O Acre encerrou 2025 com 84,1% de seu território inserido no bioma Amazônia coberto por vegetação nativa, segundo dados da Coleção 11 do MapBiomas, divulgada nesta quarta-feira (14).
Apesar de permanecer entre os estados amazônicos com maior proporção de cobertura natural, o estado registrou uma redução em relação a 1985, quando o índice era de 96,9%.
O levantamento apresenta o histórico de cobertura e uso da terra entre 1985 e 2025 e mostra o avanço das áreas destinadas às atividades humanas na Amazônia.
No Acre, a participação da vegetação nativa caiu 12,8 pontos percentuais em quatro décadas, enquanto as áreas antropizadas, que incluem espaços convertidos para atividades como agropecuária e ocupação urbana, ampliaram sua presença.
Em 2025, o Acre aparecia entre os estados com maior proporção de vegetação nativa no bioma, atrás de Amapá e Amazonas, ambos com 95%, e de Roraima, com 92%.
Na outra ponta, Rondônia apresentava 59%, Mato Grosso, 62%, Maranhão, 50%, e Tocantins, 25%.
Os dados também evidenciam a importância da região formada pelas fronteiras do Acre, Amazonas e Rondônia, conhecida como AMACRO.
Segundo o MapBiomas, a região perdeu 7 milhões de hectares de vegetação nativa entre 1985 e 2025, uma redução de 16%.
A área de pastagem aumentou 15 vezes no período, e a última década concentrou a maior perda de vegetação nativa da série histórica, com 2,7 milhões de hectares.
A pressão sobre a cobertura natural acompanha a expansão das atividades agropecuárias na Amazônia.
Em todo o bioma, a área destinada à agropecuária passou de 12,09 milhões de hectares, em 1985, para 65,27 milhões de hectares, em 2025.
A pastagem foi o principal componente dessa expansão, passando de 7,75 milhões para 50,83 milhões de hectares.
O levantamento também identificou que a Amazônia perdeu 54,7 milhões de hectares de vegetação nativa entre 1985 e 2025.
A formação florestal foi a categoria que mais perdeu área, com redução de 49,71 milhões de hectares.
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