Caso Master: TCDF bloqueia R$ 2,7 bilhões de ex-presidente do BRB e mais 4
O Tribunal de Contas do Distrito Federal ( TCDF ) determinou, nesta quarta-feira (23/9), bloqueio de R$ 2,7 bilhões do ex-presidente do Banco de Brasília ( BRB ) Paulo Henrique Costa e dos ex-gestores Dario Oswaldo Garcia Júnior, Robério Cesar Bonfim Mangueira, Wily da Silva Leão e Marcelo Talarico.
A decisão ocorre em processo que analisa relações entre o BRB e o Banco Master, conformou apurou a coluna Grande Angular, do Metrópoles .
Veja o cargo que cada um ocupou: Dario Oswaldo Garcia Júnior: ex-diretor de Finanças e da Controladoria do BRB; Robério Cesar Bonfim Mangueira: ex-superintendente de Operações Financeiras do BRB; Wily da Silva Leão: ex-integrante da Superintendência de Operações Financeiras do BRB; Marcelo Talarico: ex-presidente do Conselho de Administração do BRB.
A decisão, proferida durante sessão reservada da Corte de Contas, foi unânime.
A indisponibilidade dos bens até o valor de R$ 2,7 bilhões tem duração de um ano, de acordo com a determinação.
O TCDF também determinou instrução prioritária dos autos e, se confirmados os atos concretos, “ciência e nexo casual”, pode avaliar extensão do bloqueio para João Pedro Leite Nunes; Luana de Andrade Ribeiro, ex-diretora Controles e Riscos; Ananda Nunes Frota, ex- superintendente de Fusões, Aquisições e Participações; aos membros votantes da Diretoria Colegiada (Dicol) e Jacques Maurício Veloso Melo, que foi diretor Jurídico do BRB.
A decisão ainda prevê conversão do processo em Tomada de Contas Especial (TCE), “consolidando o fundamento de cautelar em busca da reparação do dano”.
O processo trata da representação com pedido de medida cautelar com base nos fatos que integram relatório de investigação independente realizado pela Machado Meyer e Kroll.
O Ministério Público de Contas afirmou que o documento permite identificar, “com razoável grau de segurança, a existência de um núcleo decisório interno responsável pela condução das operações examinadas” , integrado por Paulo Henrique Bezerra Rodrigues Costa, Dario Oswaldo Garcia Júnior, Robério Cesar Bonfim Mangueira, Luana de Andrade Ribeiro, Marcelo Talarico e pela própria Diretoria Colegiada do BRB.
O MP também apontou “participação relevante” de Jacques Veloso, João Pedro Leite Nunes, Wily Leão e Ananda Nunes Frota.
De acordo com o órgão, é “elevada a probabilidade de responsabilização dos agentes que detinham competência decisória, atribuições de supervisão direta ou deveres institucionais qualificados de fiscalização e controle”.
O MP se manifestou pela adoção de medidas que preservem a efetividade da jurisdição de controle externo e assegurem a futura recomposição, ainda que parcial, dos prejuízos causados ao BRB.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.metropoles.com — o conteúdo pertence a Metrópoles.