Venda de sururu fica proibida no ES até final do ano; veja datas e regras
Foto: Divulgação A venda de sururu de costão fica proibida no Espírito Santo entre esta terça-feira (1) e o dia 31 de dezembro.
O defeso do mexilhão Perna perna também impede a extração, o transporte, o beneficiamento, a industrialização e o armazenamento da espécie para proteger sua reprodução.
A restrição vale para toda a faixa costeira entre o Espírito Santo e o Rio Grande do Sul e é estabelecida pela Instrução Normativa Ibama nº 105/2006.
Em Vitória , a Prefeitura Municipal realiza uma campanha de conscientização voltada a pescadores, comerciantes e consumidores.
Segundo a Gerência de Educação Ambiental (GEA), da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam), a campanha busca ampliar o conhecimento sobre as regras do defeso e alertar que a preservação da espécie também depende de quem compra o produto.
Durante os quatro meses de proibição , a orientação é não coletar, não consumir nem comercializar o sururu de costão.
Defeso reduz pressão durante a reprodução O molusco atua como filtrador, retirando partículas da água durante a alimentação, e também faz parte da cadeia alimentar de outros animais .
De acordo com a Semmam, a retirada excessiva dos mexilhões pode afetar não apenas os estoques da espécie, mas outros organismos que vivem nos costões rochosos.
A médica veterinária Ana Ramos, da Semmam, explicou que o período sem exploração reduz a pressão sobre a espécie durante a reprodução.
“Quando respeitamos o período de reprodução, damos à espécie a oportunidade de se renovar e contribuímos para a conservação dos costões rochosos”, afirmou.
Compra durante a proibição estimula retirada irregular A campanha também chama atenção para a responsabilidade dos consumidores.
Segundo a Semmam, a compra do molusco durante o defeso contribui para manter uma cadeia que começa na retirada irregular da espécie do ambiente natural.
O descumprimento das regras pode resultar em sanções previstas na legislação ambiental, incluindo multa e apreensão do produto .
Casos de extração ou comercialização ilegal de sururu podem ser denunciados à Gerência de Fiscalização Ambiental da Semmam pelo Serviço Fala Vitória, no telefone 156. *Texto sob a supervisão da editora Erika Santos
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folhavitoria.com.br — o conteúdo pertence a Folha Vitória.